A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou nesta quarta-feira 26 o Sistema de Sustentabilidade Financeira (SFF) do futebol brasileiro. O anúncio foi realizado durante o CBF Summit Academy, realizado em São Paulo.
O projeto consiste em uma série de regras inspiradas em padrões internacionais de Fair Play Financeiro (FPF) e impõe limites para gastos com elenco, capacidade de endividamento, contração de dívidas e equilíbrio operacional dos clubes.

As medidas passam a valer, gradualmente, a partir de 2026 e será fiscalizada pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) – órgão independente criado para a análise das finanças dos clubes.
Segundo a CBF, o Fair Play Financeiro será baseado nos seguintes pilares: equilíbrio operacional, controle de custos com elenco, controle de dívidas em atraso e capacidade de endividamento a curto prazo.
Apesar da inspiração em modelos internacionais, o mecanismo foi adaptado ao modelo brasileiro de futebol.
Desta forma, uma adaptação para o cenário nacional é a ausência de limites para o aportes de capital nos cofres dos clubes. De acordo com a entidade máxima do futebol brasileiro, o objetivo é não gerar um contraste com o atual momento de busca por capital estrangeiro e implantação de Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs).