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Saúde
Casos de dengue despencam 28% no RN em meio a pandemia
Cenário epidemiológico causado pela pandemia da Covid-19 provavelmente implicou no menor número de notificações
Redação
26/08/2020 | 14:52

As notificações de casos suspeitos de dengue, zika e chikungunya no Rio Grande do Norte sofreram uma queda em 2020, se comparados ao mesmo período em 2019. O cenário epidemiológico causado pela pandemia da Covid-19 provavelmente implicou no menor número de notificações. É o que aponta o boletim epidemiológico divulgado pela equipe técnica do Programa Estadual das Arboviroses, com dados coletados até o último dia 19 de agosto (semana epidemiológica 30).

Dengue

Em 2020 já foram notificados 10.181 casos suspeitos de dengue, sendo confirmados 2.425. Em 2019, no mesmo período, foram notificados 30.450 casos, sendo confirmados 8.587. O número de óbitos confirmados por dengue em 2020 é de 5, e no mesmo período de 2019 as confirmações de óbito eram 15.

Chikungunya

Em 2020 da semana epidemiológica 01 a 30 foram notificados 5.871 casos suspeitos de Chikungunya, sendo confirmados 1.888, e com 1 óbito confirmado. Em 2019, no mesmo período, foram notificados 10.063 casos, sendo confirmados 4.292 e com 15 óbitos confirmados pela doença.

Zika

Foram notificados em 2020 um total de 984 casos suspeitos de Zika, sendo confirmados 50. Em 2019, no mesmo período, foram notificados 1.274 casos, sendo confirmados 66 casos.

Sintomas

Nesse contexto, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) orienta a população e os profissionais de saúde devem estar atentos aos seguintes sintomas: febre alta (39º a 40ºC) de início abrupto e com duração de 2 a 7 dias, associada à dor de cabeça, perda ou diminuição da força física, dor muscular, dor nas articulações, e dor ao redor dos olhos. Manchas vermelhas no rosto, tronco e membros além de anorexia, náuseas, vômitos e diarreia.

Até o início deste mês de agosto, a secretaria já realizou a operação com carro-fumacê (Ultra Baixo Volume – UBV) em 23 municípios do RN, incluindo a capital, Natal, nos bairros do Planalto, Pitimbu, Neópolis e Pajuçara. Devido a pandemia, com a suspensão temporária do Levantamento Rápido de Índices (LIRAa e LIA) – que mede o índice de infestação vetorial do Aedes aegypti – a indicação para aplicação de UBV está baseada no aumento da incidência dos casos humanos e na confirmação laboratorial de sorologias para dengue, zika e chikungunya, ou seja, onde existe alto índice de pessoas doentes ou suspeitas e confirmação de transmissão das arboviroses urbanas.

Alerta

O quantitativo de casos de Zika em mulheres em idade fértil é fator de preocupação, principalmente nas gestantes, devido à capacidade do Zika Vírus de provocar microcefalia ou alterações no sistema nervoso central no feto gestado.

Em 2020 os municípios que mais notificaram caso de Zika em gestantes foram: Açu (3), Parnamirim (3) e Mossoró, com um número bastante elevado de 12 casos de zika em gestantes. Os municípios com crianças nascidas com microcefalia em 2020 são oito.

Já em 2019 os municípios que mais notificaram casos de Zika em gestantes foram: São Paulo do Potengi (7), Pau dos Ferros (8), Lagoa Nova (11), Parnamirim (53) e Natal (163). Neste mesmo ano, 25 municípios apresentaram casos confirmados de crianças nascidas com microcefalia, sendo 05 confirmações em Touros, duas em Santa Cruz e 1 confirmação para cada outro município da lista citada.

Prevenção

A melhor forma de prevenir as arboviroses é a intensificação das ações de controle vetorial do mosquito Aedes aegypti. A população deve sempre auxiliar no controle vetor. Neste sentido recomenda-se a todos que:  

·       Mantenham seus quintais livres de possíveis criadouros do mosquito;

·       Esfreguem com bucha as vasilhas ou reservatórios de água de seus animais;

·       Não coloquem lixo em terrenos baldios;

·       Mantenham as caixas d´água sempre tampadas;

·       Observem vasos e pratinhos de plantas que acumulam água parada;

·       Observem locais que possam acumular água parada como: bandeja de bebedouros e de geladeiras, ralos, pias e vasos sanitários sem uso;

·       Recebam a visita do agente de endemias, aproveitando a oportunidade para tirar possíveis dúvidas;

·       Mantenham em local coberto, pneus inservíveis e outros objetos que possam acumular água.

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