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Sofrimento
Caso José Carlos: Itep pode levar 30 dias para identificar corpo por exame de DNA
Corpo de uma criança foi encontrado em uma cova rasa em área de matagal no bairro de Pajuçara, na Zona Norte de Natal, e pode dar fim ao drama dos familiares do menino José Carlos, de apenas 8 anos, que desapareceu no dia 21 de outubro; Polícia Civil passou a investigação sobre o caso de desaparecimento de menor para homicídio
Redação
13/11/2020 | 05:00

A identificação do corpo encontrado na manhã desta quinta-feira 12 em um terreno no bairro Pajuçara, na Zona Norte de Natal, deve demorar pelo menos 30 dias, segundo o Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep). O cadáver pode ser do garotinho José Carlos, de apenas 8 anos, que desapareceu há 22 dias.

De acordo com o diretor do Itep, Marcos Brandão, o exame de identificação do corpo será feito pelo DNA, por meio do exame ósseo, devido ao avançado estado de decomposição que foi encontrado.

“As impressões digitais estão totalmente decompostas, a arcada dentária também não vai ser possível porque ele não tinha prontuário dentário. O exame de DNA vai ter que ser feito a partir da extração do material genético do osso porque o cadáver já está quase totalmente esqueletizado”, disse.

Ainda segundo o diretor, cada fase da extração do DNA de exame ósseo demora de 5 a 6 dias. “O prazo médio dado é de 30 dias, mas pode ser que na primeira fase se consiga obter DNA e a identificação saia rapidamente, mas isso é algo que se pode dizer de prontidão”, esclarece.

Mesmo sem a identificação oficial, a Polícia Civil trabalha com a perspectiva de que o corpo seja mesmo do menino José Carlos. O delegado Cláudio Henrique Freitas, responsável pela investigação do desaparecimento, disse que o caso vai passar a ser apurado como homicídio.

Segundo o delegado, que atua no Núcleo de Investigações de Pessoas Desaparecidas da Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa, ainda não há informações sobre suspeitos, mas investigação já passou a ser de homicídio.
“Vamos passar a tratar a investigação como homicídio. O inquérito do caso tomou um rumo diferente do de uma pessoa desaparecida”, disse ele.

Ainda segundo o delegado Cláudio Henrique Freitas, os cães farejadores utilizados nas buscas da criança, que foram trazidos pelo Corpo de Bombeiros da Paraíba, tinham apontado o local em que o corpo foi encontrado nas incursões feitas semana passada. No entanto, por alguma falha na operação, o ponto em que o cadáver estava localizado não foi vistoriado. “Os cães de odor específico apontaram naquela região, mas pela dificuldade de encontrar um odor claro, limpo, houve uma dubiedade no comportamento do cão e a gente acabou afastando aquele local num primeiro momento”, disse.

Desde o início das investigações, mais de 10 pessoas foram ouvidas sobre o caso. “Que a população siga nos abastecendo de informações pelo número 181. A população precisa nos dar tempo para investigar”, encerrou.

Corpo foi encontrado em matagal

O corpo de uma criança foi encontrado por volta das 11h desta quinta-feira 12 no bairro Pajuçara, Zona Norte de Natal. O cadáver foi encaminhado para o Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP), onde passará por exame de DNA para saber se é do menino José Carlos, de 8 anos, que desapareceu desde 21 de outubro.

A hipótese das autoridades é baseada nas características do corpo que são as mesmas de José Carlos. A irmã do garoto, inclusive, afirmou que as roupas encontradas são as mesmas que o menino usava no dia em que desapareceu. A maioria da família esteve no Itep, incluindo a mãe, Ozenilda das Dores, e uma irmã. Ambas não quiseram conceder entrevista.

O suposto corpo de José Carlos foi encontrado pela Polícia Militar, após uma mulher acionar a corporação por sentir um mau cheiro vindo de uma granja próxima. O local onde a cova foi cavada fica a 500 metros da residência da família de José Carlos.

Entenda o caso


O desaparecimento do menino José Carlos, de 8 anos, completa 22 dias nesta quinta-feira 12 sem respostas definitivas sobre o paradeiro do garoto. Ele sumiu no último dia 21, após sair de casa para deixar uma garrafa de suco para um irmão, que estava trabalhando em um semáforo na Zona Norte de Natal.

No dia 4 de novembro, policiais civis do Núcleo de Investigação sobre Pessoas Desaparecidas (NIPD), da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e militares do Corpo de Bombeiros da Paraíba iniciaram a operação de buscas pelo menino com a ajuda de quatro cães farejadores.

O percurso realizado por José Carlos foi rastreado e imagens de câmeras de segurança foram coletadas, de acordo com a Polícia Civil. No entanto, as buscas foram suspensas porque a equipe agora está focando em outras linhas de investigação — atualmente sigilosas para não atrapalhar o andamento do inquérito.

Na última sexta-feira 6 aconteceu o terceiro protesto feito por familiares e vizinhos de José Carlos. A manifestação aconteceu na Zona Norte de Natal e a família do menino levou faixas com a frase “Enquanto não há notícias, há esperanças”. José Carlos saiu de casa na manhã do dia 21 de outubro para levar um suco para o irmão que estava trabalhando no semáforo do cruzamento das avenidas João Medeiros Filho e Moema Tinoco, lugar movimentado da região.

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