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Entrevista
Carlos Eduardo Alves nega mal estar no PDT: “Afirmação inverídica”
Nos bastidores, comenta-se que a direção nacional do PDT estaria descontente com a condução de Carlos Eduardo no RN especialmente porque o ex-prefeito apoiou a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência
Pedro Trindade
10/12/2020 | 06:13

O ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves afirmou nesta quarta-feira 9 que não procede a informação de que o Diretório Nacional do PDT estaria insatisfeito com a atuação dele na presidência da legenda no Rio Grande do Norte e que, por isso, a sigla estaria estudando trocar o comando no Estado. Recentemente, o nome do senador Jean Paul Prates (PT) foi apontado por um blog local como preferido para assumir o PDT.

“Isso é uma afirmação absolutamente inverídica. O próprio Jean falou comigo por telefone, e eu nem o conhecia, nunca tive contato. Ele disse que essa notícia não existe. Eu, por outro lado, tenho absoluta tranquilidade, porque tenho a melhor tratativa com a Direção Nacional do partido, sem nenhum problema. Jamais seria vítima de uma deslealdade do Diretório Nacional. Jamais”, afirmou Carlos Eduardo, em contato com a reportagem do Agora RN.

Em nota divulgada no último sábado 5, o próprio Jean também disse que a informação não era verídica. O senador negou que estivesse articulando para tomar o controle do PDT no Estado.

“Certamente, as especulações nesse sentido emergem de pessoas interessadas em caracterizar algum tipo de ameaça externa, inexistente, visando a amealhar algum resultado específico ou benefício próprio. Liguei para Carlos Eduardo e deixei claro que não existe tal movimentação de minha parte”, pontuou.

Nos bastidores, comenta-se que a direção nacional do PDT estaria descontente com Carlos Eduardo especialmente porque o ex-prefeito apoiou a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República em 2018, enquanto o partido optou por declarar um “apoio crítico” a Fernando Haddad (PT). No 1º turno, a legenda lançou a candidatura de Ciro Gomes, que terminou a disputa em 3º lugar.

Carlos Eduardo explica que apoiou explicitamente Ciro no primeiro turno das eleições presidenciais de 2018. Ele atribui a isso o fato de, no RN, Ciro ter registrado a segunda maior votação proporcional no Brasil: 22,31% dos votos. O RN ficou atrás apenas do Ceará (40,95%), reduto político da família Ferreira Gomes.

Como a disputa acabou decidida em segundo turno entre Bolsonaro (então no PSL, hoje sem partido) e Haddad, Carlos Eduardo revelou que optou por votar contra o candidato petista, pois o partido de Lula não “merecia ganhar a quinta eleição consecutiva” para o principal cargo do Executivo Brasileiro.

“Sobraram dois candidatos que não eram do meu partido. Eu votei contra o PT, porque ele quebrou a economia do Brasil e lançou o País em um dos maiores escândalos de corrupção da história. Por isso, eu votei em Bolsonaro. Eu tinha que ser contra o PT”, confidenciou.

Dois anos após o voto, ele demostra descontentamento com o governo Bolsonaro, especialmente em relação às medidas de enfrentamento à pandemia da Covid-19. Carlos Eduardo acredita que a “politização” da crise sanitária gerou danos à população.

“Tenho várias críticas (ao presidente). O governo Bolsonaro tem se conduzido de forma irresponsável a pandemia, e agora está sem proposta para vacinação do pior problema sanitário da história do País. Estamos vendo vários países começando a vacinação de sua população, e o Brasil ainda discutindo sem nenhum planejamento, com ‘a coisa’ politizada e com o negacionismo presente”, analisou.

A fim de mudar tal realidade, ele adiantou que o PDT tem conversado com partidos que integram o chamado Centrão, como PSD, DEM e Rede, para articular uma candidatura coletiva para presidência do Brasil em 2022, possivelmente encabeçada por Ciro e Marina Silva (Rede).
“Essas informações a nível nacional eu fico sabendo pela imprensa nacional, já que não realizamos reuniões do partido por causa da Covid-19”, destacou.

Sobre as eleições de 2022, Carlos Eduardo não indica se vai concorrer ao governo estadual pela terceira vez (ele disputou em 2010 e 2018) nem se o PDT terá outro nome próprio para concorrer contra a governadora Fátima Bezerra (PT), que deve buscar a reeleição.

“Ainda é cedo para um posicionamento sobre o Governo do RN. Passando a pandemia, naturalmente vamos conversar com o partido que integro e outros que temos afinidade. Vamos construir uma proposta para 2022”, encerra.

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