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Investigação
Cantor Alexandre Pires é alvo de operação da PF contra garimpo ilegal
PF cumpriu mandado de busca e apreensão contra Alexandre Pires, que cantava em um cruzeiro em Santos
Redação
04/12/2023 | 20:34

A Polícia Federal está investigando o cantor Alexandre Pires por suspeita de envolvimento em um esquema de garimpo ilegal nas Terras Indígenas Yanomami (TIY), que movimentou cerca de R$ 250 milhões. A Operação Disco de Ouro foi deflagrada nesta segunda-feira (4/12), com o cumprimento de mandado de busca e apreensão contra o artista, que estava se apresentando em um cruzeiro em Santos.

O foco da operação é desarticular um esquema de financiamento e logística para o garimpo ilegal, e a organização envolve, além de Alexandre Pires, o empresário Matheus Possebon, figura conhecida no ramo musical em âmbito nacional. De acordo com as investigações, Possebon seria um dos responsáveis pelo núcleo financeiro do esquema, e Pires teria recebido pelo menos R$ 1 milhão de uma mineradora investigada.

Foram cumpridos dois mandados de prisão e seis de busca e apreensão em diversas cidades do país, incluindo Boa Vista (RR), Mucajaí (RR), São Paulo (SP), Santos (SP), Santarém (PA), Uberlândia (MG) e Itapema (SC). A Justiça determinou também o sequestro de mais de R$ 130 milhões em bens dos suspeitos.

A operação é um desdobramento de ação anterior da PF, iniciada em janeiro de 2022, quando 30 toneladas de cassiterita extraída ilegalmente da TIY foram encontradas na sede de uma empresa investigada, prontas para envio ao exterior.

O inquérito policial aponta que o esquema visava a “lavagem” da cassiterita retirada ilegalmente da terra Yanomami, sendo declarado como proveniente de um garimpo regular no Rio Tapajós, em Itaituba (PA), com suposto transporte para Roraima para tratamento. No entanto, as investigações revelaram que o minério era originário do próprio estado de Roraima. A PF identificou transações financeiras envolvendo toda a cadeia produtiva do esquema, com participação de pilotos de aeronaves, postos de combustíveis, lojas de máquinas, equipamentos para mineração e “laranjas” para encobrir movimentações fraudulentas.

Com informações do portal Metrópoles

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