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Violência

[VÍDEO] Cadela idosa é agredida por passeador no Leblon

Caso envolve maus-tratos a animal de 13 anos; suspeito foi demitido da empresa de pet onde trabalhava
28/11/2025 | 16:13

Uma cadela de 13 anos, chamada Xena, foi agredida por um passeador de cães dentro de um elevador em um prédio no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro. O caso ocorreu na sexta-feira (21/11) e foi descoberto horas depois, quando o síndico do edifício revisava as imagens do circuito interno.

O suspeito foi identificado como Israel Marcos Ferreira de Souza, de 25 anos, funcionário da empresa Happy Dog. Nas imagens, ele puxa a cadela pelo pescoço e arrasta o animal, que chega a perder o equilíbrio e urinar por medo. Israel foi demitido após a repercussão do caso, e a polícia solicitou sua prisão preventiva por maus-tratos, crime com pena prevista de dois a cinco anos. O pedido inclui medidas cautelares, como a proibição de trabalhar em locais que lidam com animais.

XENA
Xena, cadela de 13 anos, vítima de agressão por passeador no Leblon Foto: Reprodução

O vídeo foi enviado à tutora de Xena, Talita Veloso, que estava nos Estados Unidos, cerca de 24 horas após a agressão. Segundo ela, o ex-marido, responsável temporariamente pelo cuidado da cadela, levou Xena para Teresópolis para reduzir o estresse do animal antes de acionar a polícia. A cadela foi levada a um veterinário e passará por exames adicionais na traqueia.

O caso foi registrado inicialmente na 14ª DP (Leblon) e depois encaminhado à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), onde o delegado André Prates instaurou inquérito. Israel não possui antecedentes criminais e desativou seu perfil no Instagram. A polícia planeja ouvir o ex-marido de Talita, a tutora e a proprietária da empresa.

A agressão ocorre em um contexto recente de mudanças na legislação estadual. Na semana passada, a Assembleia Legislativa do Rio aprovou o Novo Código Estadual de Direito dos Animais, que reconhece os animais como seres sencientes e estabelece regras mais detalhadas para proteção, incluindo proibição de extermínio para controle populacional, microchipagem obrigatória e responsabilidade do agressor pelos custos veterinários do animal.

Talita Veloso ressaltou que Xena sempre foi bem cuidada, com alimentação balanceada e acompanhamento veterinário. Ela afirmou ainda que a cadela não apresentava sinais de maus-tratos e que a decisão de contratar passeadores era baseada em recomendação veterinária.

A empresa Happy Dog emitiu nota afirmando que a conduta do ex-funcionário não representa sua atuação e informou que prestará suporte à tutora e tomará todas as medidas cabíveis.