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Reflexo
Máscara, cachorro e saco de pancadas: buscas na internet mostram as mudanças com a pandemia
Segundo especialista, pesquisas mostram que hábitos dos brasileiros foram fortemente impactados pelo isolamento social e pela vida limitada ao espaço do próprio domicílio. Em agosto, com obrigatoriedade do uso de máscara, o equipamento de proteção teve alta de 246%
Estadão
17/12/2020 | 20:20

De corrida por máscaras à procura pelo termo “saco de pancadas”, as buscas dos brasileiros na internet podem dar uma ideia das fases da pandemia e de como os hábitos de consumo se transformaram com o passar dos meses. As tendências captadas mais recentemente mostram que, em dezembro, com o repique da covid-19, as máscaras retornaram à lista dos itens mais buscados. O maior destaque, porém, está na investigação do preço do tender (pernil suíno defumado, comida popular no Natal), 700% maior do que em relação ao início de dezembro de 2019. Os dados, obtidos com exclusividade pelo Estadão/Broadcast, são do Radar Simplex, uma plataforma que usa inteligência artificial para captar tendências indicadas pelas pesquisas feitas online.

“Para um ano atípico, é natural que as buscas na web também sejam atípicas”, diz João Lee, fundador da Simplex. Segundo ele, ao analisar os principais itens buscados por consumidores brasileiros desde janeiro, fica claro o impacto da pandemia nos hábitos. “As pegadas deixadas na internet em 2020 provam que, de fato, o brasileiro enveredou por novos caminhos, talhados pelos sonhos e frustrações impostos pelo isolamento social e pelas restrições de uma vida limitada ao espaço da sua casa”, resume.

Quando a pandemia do novo coronavírus chegou ao Brasil, em março, as buscas por “delivery” subiram 400% em relação à média dos 12 meses anteriores. Máscaras de proteção registraram suas primeiras aparições no topo das buscas naquele mês, 49% acima da média. O álcool subiu ainda mais, com procura 923% acima.

Em maio, quando aparentemente os brasileiros perceberam que ficariam mais tempo em casa, os termos “fogão de 4 bocas”, “cadeiras de escritório” e “cachorro” cresceram 81%, 52% e 100%, respectivamente. Em junho, a paciência parecia no fim, com o termo “saco de pancada” em destaque: um salto de 115% (o produto já registrava alta nos meses de abril e maio). Em agosto, com obrigatoriedade do uso de máscara, o equipamento de proteção teve alta de 246% na procura dos internautas.

Mais à frente, em setembro, o que passou a povoar a mente e as procuras dos consumidores foram os altos preços de alimentos. Destacou-se a busca por “melhores preços”, com subida de 200%. Essa busca foi ainda mais intensa em produtos como arroz e óleo de soja, alta de 870% e de 430%, respectivamente. Já em outubro e novembro, houve alta de 137% nas buscas por Heineken, fabricante de cerveja, que também subiu os preços no País.

Em razão da Black Friday, em novembro, o líder de procura foi o Playstation 5. As buscas pelo console de games nas semanas da maior temporada de promoções do ano foram seis vezes mais numerosas do que as que acontecem em períodos normais. Também os pneus atraíram 60% a mais de pesquisas que em outros momentos.

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