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Coluna
Bolsonaro sinaliza para o golpe: nada diferente do que ele tenha afirmado outras vezes
Confira a coluna de Marcelo Hollanda desta sexta-feira 9
Marcelo Hollanda
09/07/2021 | 09:29

O Trump dos trópicos volta a dar o ar da graça

Mais uma vez, o presidente Jair Bolsonaro sinaliza para o golpe. Nada diferente do que ele tenha afirmado tantas outras vezes.

Nesta quinta-feira, junto ao mesmo cercadinho de desocupados, ele afirmou:

“Ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições”.

Eleito com uma diferença de 10 milhões de votos em 2018 e sem apresentar uma míseravel evidência para comprovar sua tese de fraude, o presidente resumiu que não aceitará o resultado das urnas em 2022, a menos que ganhe com uma diferença acachapante de votos.

Talvez uns 20 milhões de diferença para o segundo colocado. E, mesmo assim, desconfiando de tudo; afinal de contas, a liberdade é o preço da eterna vigilância e o comunismo internacional não dorme.

Não vai acontecer. Nem que as commodities cheguem às alturas da estratosfera e a população brindada com meio auxilio emergencial do ano passado resolva explodir em êxtase com uma inflação renascida mordendo seus calcanhares.

Bolsonaro deseja tanto o poder que já se esqueceu de como era bom fazer política de baixo clero, com tempo para usufruir do “capital” político conquistado em anos de exercício de seguidos mandatos populares.

Tinha tempo para pescar e se divertir e até para criar os filhos que dariam continuidade ao clã que se transformaria numa franquia capaz de seduzir meio Congresso Nacional por meio de bilhões do orçamento da União.

Realmente, convenhamos, não é fácil largar esse osso, quando se esbanja favores a setores que se sentiam meio órfãos e que agora juram fidelidade eterna.

Compensa a vida despreocupada e desinformada de outrora, quando o exercício da política se resumia em detonar inimigos de ocasião e brilhar sobre os louros de folclóricos arroubos parlamentares.

O Brasil já teve grandes populistas em sua história republicana, como Getúlio Vargas, Jânio Quadros (o louco) e o próprio Lula. Teve políticos extremamente habilidosos como Lacerda, Tancredo e Ulisses.

Mas todos eles pagaram um preço e com Bolsonaro não será diferente.

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