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Revelação
Bolsonaro participou de reunião em que governo decidiu que não haveria intervenção federal na saúde do Amazonas, diz Pazuello
Estado entrou em colapso por falta de oxigênio, de leitos e de insumos
O Globo
20/05/2021 | 16:41

Em depoimento à CPI da Covid, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello afirmou nesta quinta-feira que o presidente Jair Bolsonaro estava na reunião em que o governo decidiu que não haveria intervenção federal na saúde do Amazonas, no início do ano, diante da crise do oxigênio. Segundo Pazuello, o governador Wilson Lima (PSC), aliado de Bolsonaro, apresenta argumentos convincentes de que o estado tinha condições de continuar sem comando, mas não soube quais são quais.

O senador Eduardo Braga (MDB-AM), que apresentou um de intervenção federal em seu estado no mês de janeiro, perguntou a Pazuello por que a solicitação não foi acatada. O ex-ministro disse que a decisão não era dele e foi tomada durante a reunião de Bolsonaro com ministros.

– Essa decisão não era minha. Ela foi levada à reunião de ministros com o presidente. E o governador, presente, se explicou, apresentou suas soluções. E foi decidido pela não intervenção. Foi dessa forma que aconteceu – alegou Pazuello.

Após afirmar que hospitais de campanha no Amazonas foram fechados por decisão dos governos estaduais e municipais, Braga ressaltou que essa é “mais uma razão para ter havido a decretação de intervenção pública na saúde no caso do Amazonas”.

– Fiz carta ao presidente da República pedindo a intervenção para salvar vidas, diante do que nós estamos ouvindo aqui por parte do Ministro da Saúde, da falta de compromisso, da falta de competência, da falta de responsabilidade. Deixou faltar oxigênio. Fecharam o hospital de campanha. E, lamentavelmente, não fui atendido – criticou Eduardo Braga.

Depois, após novo questionamento feito pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Pazuello confirmou que Bolsonaro participou de reunião com ministros na qual ficou decidido que não haveria intervenção na saúde do Amazonas.

Indagado pelo governista Jorginho Mello (PL-SC) sobre qual foi o argumento apresentado pelo governador do Amazonas para evitar a intervenção federal, Pazuello respondeu que não lembra dos detalhes.

– Tenho lembrança, mas não tenho dado real. Mas a argumentação, em tese, era de que o estado tinha condição de continuar fazendo a resposta dele. Em tese. Os detalhes eu não tenho exatamente aqui. O resumo da argumentação é que as condições de continuidade – disse Pazuello.

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