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Política
Bolsonaro nomeia João Roma para Cidadania e Onyx para Secretaria-Geral
Roma é o primeiro integrante do Republicanos, partido com forte presença de evangélicos, no primeiro escalão do governo. Bolsonaro nega reforma ministerial
UOL
12/02/2021 | 20:01

O deputado federal João Roma (Republicanos-BA) foi nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para assumir o Ministério da Cidadania. A nomeação foi publicada na tarde desta sexta, 12, no Diário Oficial da União.

Em entrevista à CNN Brasil, Roma disse que “o momento é de união de todos os brasileiros, e precisamos trabalhar para aqueles que mais precisam. A missão desse ministério é não deixar ninguém para trás.”

Roma é o primeiro integrante do Republicanos, partido com forte presença de evangélicos, no primeiro escalão do governo Bolsonaro. Outros dois cotados para assumir o Ministério da Cidadania eram os deputados, também do Republicanos, Márcio Marinho (BA) e Jhonatan de Jesus (RR).

Segundo informação do site “Congresso em Foco”, parceiro do UOL, o presidente do DEM e ex-prefeito de Salvador (BA), ACM Neto, tentou convencer o aliado João Roma a desistir de aceitar o posto de ministro da Cidadania. Neto queria evitar dar a impressão de que indicou pessoas para cargos no governo de Jair Bolsonaro.

Ao saber na última quarta-feira (10) da escolha do amigo e ex-chefe de gabinete para assumir a pasta, Neto ficou insatisfeito e conversou com Roma e com o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, para fazer o partido retirar a indicação.

Minutos após a informação sobre a nomeação de Roma, o deputado Rodrigo Maia escreveu: “ACM Neto mostrou hoje o seu caráter”. Os dois trocaram farpas publicamente ao longo da semana, expondo assim um ‘racha’ dentro do DEM.

Bolsonaro nomeia Onyx Lorenzoni
A nomeação de Onyx Lorenzoni para a Secretaria-Geral da Presidência também foi publicada no Diário Oficial.

Bolsonaro já havia dito recentemente que iria deslocar Onyx para o cargo, durante entrevista ao Brasil Urgente, da TV Bandeirantes. Ele é considerado um dos aliados mais fiéis do presidente, tendo sido coordenador da sua campanha ao Palácio do Planalto e ministro-chefe da Casa Civil no início do governo.

Onyx ocupará o posto que estava vago desde a ida de Jorge Oliveira para o Tribunal de Contas da União no ano passado.

A decisão de trazer Onyx de volta ao Planalto vem na esteira das negociações com o centrão, no contexto da eleição da Câmara e do Senado.

Com a cobiça por cargos de visibilidade, o ministério da Cidadania será entregue ao Republicanos, do deputado Marcos Pereira. Caberá a ele, presidente da legenda, indicar o nome do substituto de Onyx, conforme noticiou Carla Araújo no UOL.

Aliado de primeira hora do presidente, o ministro Onyx perdeu o posto principal do Palácio do Planalto para o general Braga Netto há exatamente um ano. Agora, passará a ser o único civil no quarto andar do Palácio do Planalto, dividido com Braga Netto, e os também generais Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional)

Bolsonaro nega reforma ministerial
Apesar da pressão de aliados do governo no Congresso, o presidente negou dias atrás que iria fazer uma reforma ministerial, ressaltando que neste momento faria apenas a troca envolvendo Onyx.

“Todo dia eu vejo na mídia notícias de que o centrão vai querer [cargos] nos ministérios. Não existe [negociação para a reforma ministerial]. Hoje, o meu relacionamento com os deputados do centrão é harmônico”, declarou ele. “O parlamento sabe que eles têm responsabilidade, sabe como está o Brasil”, disse Bolsonaro, em entrevista ao apresentador José Luiz Datena.

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