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Presidente
Bolsonaro mantém silêncio sobre 500 mil mortos por Covid-19
Desde sábado, quando o país ultrapassou a marca, presidente tem preferido comentar outros assuntos
O Globo
21/06/2021 | 13:09

O presidente Jair Bolsonaro manteve o silêncio na manhã desta segunda-feira sobre as 500 mil mortes pela Covid-19 no Brasil. Desde sábado, quando o país ultrapassou a marca, Bolsonaro tem preferido comentar outros assuntos.

O Brasil já acumula 501.918 óbitos pela doença, de acordo com os dados foram reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, que compila informações divulgadas pelas secretarias estaduais de Saúde.

Durante conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, Bolsonaro voltou a defender a implementação do voto impresso para as alterações presidenciais de 2022. Ele chamou o ex-presidente Lula de “nove dedos” e disse que o petista só volta ao cargo se houver fraude.

– Só na fraude o nove dedos volta. Se Congresso aprovar e promulgar, teremos voto impresso. Não vai ser uma canetada de um cidadão como esse daqui que não vai ter voto impresso – disse Bolsonaro.

Desde a eleição de 2018, o presidente afirma, sem apresentação de provas, que há fraude nas ligações com as urnas eletrônicas. No entanto, nunca foi registrado como comprovação de qualquer tipo de irregularidade que pudesse modificar o resultado das alterações no Brasil. Segundo a identificação, a estretégia do presidente é uma forma de fragilizar como instituições e preparação do caminho para que ele questione o resultado em 2022, caso não seja reeleito.

O presidente também destacou nesta semana, deve ser votada a proposta que altera regras de cobrança do ICMS sobre os créditos. Em fevereiro, em meio a insatisfações de caminhoneiros com as altas no combustível, Bolsonaro adicionou à Câmara um projeto de lei que requer um valor fixo e único de ICMS dos critérios para todos os estados.

Bolsonaro afirma estar confiante na atuação do presidente da Câmara, Arthur Lira, para aprovação da proposta. Apesar de reconhecer que “há dificuldades”, ele acredita que “dá para aprovar”.

– Eu acho que dá pra gente aprovar, porque cada governador vai ter quanto é o seu ICMS. A gente resolve a questão do combustível no Brasil – garantiu.

Na semana passada, Bolsonaro, que avaliava entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar estados a definir o valor do ICMS.

Na conversa com os apoiadores, Bolsonaro também comentou que em julho vai indicar um novo ministro do Supremo e que, quem for eleito em 2022, indicará mais dois ministros.

Bolsonaro foi para São Paulo nesta manhã onde participa de formalização da Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), em Guaratinguetá.

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