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Declaração
Bolsonaro diz que quem paga pesquisa eleitoral aparece na frente
Presidente usou a conversa com apoiadores nesta terça para atacar prefeitos como Bruno Covas, responsável pela quarentena em São Paulo
R7
10/11/2020 | 16:39

Mais uma vez abatido, o presidente Jair Bolsonaro usou a conversa com apoiadores desta terça-feira 10, na frente do Palácio da Alvorada, para atacar as pesquisas eleitorais e os candidatos a prefeito que, mesmo tendo sido responsáveis pela quarentena contra a pandemia em suas cidades, aparecem na frente nas intenções de voto.

“Igual são paulo, o prefeito [Bruno Covas, do PSDB] soldou até porta de comércio, e está em primeiro lugar na pesquisa”, comentou Bolsonaro. “As pesquisas não são confiáveis, mas ele está na frente”, acrescentou.

Segundo ele, Covas não ter 30% das intenções de voto, mas lidera.

Logo em seguida voltou a pôr em dúvida a idoneidade dos institutos. “Pesquisa, como regra, pagou está lá na frente. Como regra, né.”

“Na Bahia, arrebentaram com o emprego lá: ‘fica em casa’, prenderam gente, pancada, Daí agora a culpa é minha que não tem emprego, e vão votar nos mesmos candidatos do governador [Rui Costa, do PT], nos mesmos prefeitos que fecharam as cidades, vão votar nos mesmos caras, não sei o que fazer”, desabafou.

Ele também citou a favorita na eleição em Porto Alegre (RS), Manuela D’Ávila (PCdoB). “Eu nunca vi um comunista dar certo, e o pessoal no Rio Grande do Sul quer eleger uma prefeita do PCdoB.”

O presidente não falou sobre a eleição americana e a vitória do democrata Joe Biden, tema que o governo se recusa a abordar. Também ficou sem graça quando um apoiador afirmou que ele estava muito triste. “Só problema, cara”, devolveu.

Ao ser abordado por um garimpeiro, que pediu ajuda à categoria, Bolsonaro estourou dizendo que cabe ao Congresso mudar a legislação.

“Os caras votam nos caras de esquerda, ambientalista xiita, e depois querem que eu mude essa questão?”

O presidente afirmou que os eleitores não perguntam ao candidato na eleição “qual é a posição dele na questão de garimpo”.

“Tratam os garimpeiros como se fossem destruidores da natureza, agora as ONGs continuam à vontade na Amazônia.”

Bolsonaro reafirmou que o mundo tem interesse na Amazônia e que para ela continuar sendo do país talvez seja necessário o uso da força.

“Para ser nossa tem que ter as Forças Armadas preparada. É igual você ter uma riqueza, se não tiver segurança, vai perder. Com o Brasil é a mesma coisa”, declarou o presidente.

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