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Torcida pró-Trump
Bolsonaro diz que Biden pode interferir na política brasileira caso seja eleito
Nos últimos meses, Biden criticou a forma como Bolsonaro tem lidado com os incêndios florestais no país, em especial na Amazônia
Diário de Pernambuco
04/11/2020 | 15:26

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira 4 que está na torcida pela reeleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos e alertou que eventual vitória de Joe Biden para a Casa Branca pode abrir espaço para uma interferência do governo norte-americano na política do Brasil.

“O candidato democrata, em duas oportunidades, falou sobre a Amazônia. É isso que vocês tão querendo para o Brasil? Aí sim uma interferência de fora pra dentro”, disse o presidente, ao conversar com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.

Nos últimos meses, Biden criticou a forma como Bolsonaro tem lidado com os incêndios florestais no país, em especial na Amazônia. O rival de Trump na eleição dos Estados Unidos chegou a prometer uma ajuda de US$ 20 bilhões ao Executivo brasileiro para ações de combate ao desflorestamento e também prometeu que iria “reunir o mundo” contra o Brasil para garantir que o meio ambiente esteja protegido, caso eleito.

Até às 13h desta quarta, Biden derrotava Trump na corrida eleitoral. Ele liderava a contagem de delegados, com 238, e precisava de mais 32 para atingir os 270 necessários e garantir a eleição. Os delegados restantes podem vir dos estados de Michigan, Wisconsin e Nevada. Segundo os dados mais recentes da apuração das urnas, Biden estava à frente nos três colégios eleitorais.

“Posição clara”

Sem esconder a preferência por Trump, Bolsonaro comentou que espera a vitória do atual mandatário norte-americano. “Vocês sabem a minha posição. É clara, isso não é interferência. Tenho uma boa política com o Trump, espero que ele seja reeleito. E o Brasil vai continuar sendo o Brasil, sem interferir em nada, até porque quem somos nós para interferir”, declarou.

Segundo Bolsonaro, “tem gente incomodada” com o bom relacionamento que ele tem com Trump. “Em governos anteriores, tirando o do (Michel) Temer, não havia esse bom relacionamento. Acham que eu devia ser inimigo dos Estados Unidos, ou criticar o governo americano, e elogiar a Venezuela, Cuba, e outros países que não tem nada de exemplo pra nós aqui da América do Sul.”

Questionado por um dos apoiadores se estaria interferindo nas eleições dos Estados Unidos, Bolsonaro até brincou: “A minha interferência, você quer como? Econômica, bélica, militar ou cibernética?”. Contudo, negou qualquer relação com o pleito e criticou quem tenha sugerido isso.

“Quem fala isso, quem escreve isso, tem que deixar os banquinhos escolares e ver como que é a realidade. Preferência acho que todo mundo tem, e não vou discutir com ninguém”, afirmou.

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