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Bastidores
Bolsonaro irá ao STF contra as restrições impostas por governadores e prefeitos
A ideia da ação é vista como uma forma mais republicana de discutir o tema
Lauro Jardim, do O Globo
26/05/2021 | 11:21

O presidente Bolsonaro vai enviar nos próximos dias ao STF uma ação questionando como medidas restritivas impostas por governadores e prefeitos na pandemia.

A ação, que está sendo formatada na AGU, é uma versão light da ameaça feita duas vezes no início do mês por Bolsonaro de editar um decreto contra restrições: “Tenho falado que se baixar o decreto, que já está pronto, todos cumprirão”, disse o ocupante do Palácio do Planalto. 

A ideia da ação, vista como uma forma mais republicana de discutir o tema, surgiu num encontro para a agenda ocorrido na semana passada entre Bolsonaro e Luiz Fux, presidente do Supremo. Fux demoveu o presidente da obsessão por editar o tal decreto.

Depois da polícia impedir, manifestantes são liberados para erguer boneco inflável em protesto contra Bolsonaro

Membros do Movimento Acredito foram a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, hoje, para protestar contra o presidente Bolsonaro, mas acabaram impedidos pela Polícia Militar do Distrito Federal. Eles traziam consigo um boneco inflável do presidente de cerca de 10 metros que seria enchido de ar no local. De acordo com a assessoria do Acredito, as horas depois da ação da polícia, eles foram liberados pela Secretaria de Segurança do Distrito Federal para erguerem o boneco em outro lugar, fora da Esplanada.

A justificativa apresentada pela PM em nota foi a de que o grupo não teria a devida autorização para fazer a manifestação. Lucas Paulino, um dos membros do Acredito, no entanto, garante ter enviado um PM um ofício no dia anterior avisando da manifestação e caracterizando como pacífica e com bilhar pessoas. Mesmo com os termos de ciência em mãos, a polícia não liberou que o grupo inflasse o boneco.

– Isso é uma forma de manifestação recorrente no Brasil e ninguém nunca falou que ela é problemática – disse o advogado Lucas Paulino, líder do Acredito em Minas Gerais, e que chegou ao local por volta de 8h30, quando encontrou os policiais: – Um decreto que nos referia a balões, mas não bonecos, probindo-os. O que eles fizeram foi uma analogia para restringir a nossa liberdade.

Para o advogado, a ação da polícia tentou, assim, proibir mais do que a lei permite. O boneco inflável mostra o presidente Bolsonaro com uma faixa presidencial manchada de sangue e foi batizado de ‘Capitão Cloroquino’. O Movimento Acredito pede o impeachment de Bolsonaro.

Paulino e os outros membros do Acredito já iniciado organizado carreatas contra a conduta do presidente na pandemia ainda no início do ano.

– Viemos a Brasília em apoio a CPI e para entregar um relatório feito por um de nossos membros ao Senado, em que registramos como omissões de Bolsonaro durante essa pandemia – disse Paulino, que também fez vaquinhas para ar livre contra o presidente pelo país.

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