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Economia
Bolsas da Europa ‘travam’, apesar de notícias positivas contra covid
Proximidade do inverno no Hemisfério Norte preocupa epidemiologistas, uma vez que a tendência é de que as infecções pelo novo coronavírus voltem a se alastrar antes do surgimento de uma vacina eficaz para a população em geral
Estadão
18/11/2020 | 08:49

As Bolsas da Ásia terminaram a sessão desta quarta-feira, 18, sem direção definida. Por um lado, a aceleração de casos de covid-19 alimenta a tendência de realização de lucros, vista na véspera nos Estados Unidos e na Europa. Por outro, a expectativa de que a China sofra menos com novas ondas da doença deu suporte a alguns mercados.

A proximidade do inverno no Hemisfério Norte preocupa epidemiologistas, uma vez que a tendência é de que as infecções pelo novo coronavírus voltem a se alastrar antes do surgimento de uma vacina eficaz para a população em geral. Países europeus e asiáticos endureceram as medidas de isolamento social, o que afeta a atividade econômica.

Na Coreia do Sul, por exemplo, as regras de isolamento social nas regiões de Seul e Gangwon foram ampliadas na terça-feira, 17. O distanciamento também tem sido pregado no Japão, que registrou nesta quarta novo recorde diário de casos de covid-19 (1.742 em 24 horas).

Mas há contrapontos na própria região. A China, primeiro país a registrar o surto, tem tido crescimento forte. Como houve controle na primeira onda da covid-19, no início do ano, é esperado que a nação asiática consiga identificar locais críticos da doença e isolar essas populações.

Essas expectativas já se traduzem em indicadores econômicos do continente asiático. O Japão reportou nesta madrugada aumento de 10,2% anual nas exportações para a China. Entre os itens, equipamentos para fabricação de semicondutores, carros e derivados de plástico – todos sensíveis à expectativa de retomada econômica. Ao todo, contudo, as vendas japonesas para o exterior cederam 0,2%.

Bolsas da Ásia

Neste contexto misto, o índice Xangai Composto subiu aos 3.347,30 pontos (+0,22%), o maior nível desde o começo de março, enquanto o Shenzhen Composto recuou a 2.366,91 pontos (-0,34%). O Hang Seng, de Hong Kong, terminou em 26.544,29 pontos (+0,49%).

Em Tóquio, a realização veio um dia depois de o Nikkei atingir o maior nível de fechamento em quase 30 anos. O índice caiu aos 25.728,14 pontos (-1,10%). Isso ocorreu a despeito da declaração do presidente do Banco do Japão (BoJ), Haruhiko Kuroda, se comprometendo em continuar comprando fundos negociados em Bolsa (ETFs) para manter os mercados estáveis em meio à pandemia da covid-19.

Em Seul, o índice Kospi subiu aos 2.545,64 pontos (+0,26%), com avanço dos setores farmacêutico e de internet. Em Sydney, o S&P/ASX 200 terminou em 6.531,10 pontos (+0,51%), apesar da queda de mineradoras como a Rio Tinto (-0,68%).

Bolsas da Europa

A maioria das Bolsas europeias segue sem tendência na manhã desta quarta-feira, levando o índice intercontinental Stoxx-600 a operar em torno da estabilidade, com um recuo de 0,02%, a 388,73 pontos. Os investidores parecem estar travados, apesar das boas notícias reveladas nos últimos dias sobre desenvolvimento de vacinas contra o coronavírus. Prevalece nos cenários a avaliação de que muito antes de o imunizador poder ser aplicado em massa pelo mundo a economia da região voltará a sentir outro grande golpe gerado pela pandemia.

Às 6h32, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres caía 0,34%, a de Frankfurt tinha alta de 0,04%, a de Paris operava estável, a de Milão subia 0,74%, a de Madri cedia 0,28% e a de Lisboa recuava 0,04%. No mercado cambial, o euro era cotado a US$ 1,1882, de US$ 1,1866 do fim da tarde de terça, e a libra era comercializada a US$ ante 1,3287, de US$ 1,3250 da véspera.

Petróleo


O barril do petróleo WTI reverteu a tendência vista mais cedo e passou a acompanhar a subida firme do Brent há pouco. O mercado deixou de lado o aumento de estoques reportados pelo Instituto Americano de Petróleo (API) e segue se fiando no dólar fraco, que estimula a compra de nações importadoras. Além disso, os investidores reforçam um comentário feito ontem pelo Comitê de Monitoramento Ministerial Conjunto (JMMC, na sigla em inglês) da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), que destacou que a demanda da Ásia pela commodity está robusta. Às 6h14 (de Brasília), o barril do Brent para janeiro subia a US$ 44,14 (+0,89%) e o do WTI para igual mês avançava a US$ 41,91 (+0,70%).

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