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País isolado
Bolívia e Chile fecham fronteiras para conter avanço da Covid-19
Região isola o Brasil para evitar que o surto de coronavírus piore o quadro pandêmico na vizinhança
O Gobo e AFP
01/04/2021 | 14:45

A Bolívia e o Chile foram, nesta quinta, os últimos países da região a anunciarem o fechamento de suas fronteiras com o Brasil para conter o avanço da Covid-19. No caso chileno, que lida com um acentuado surto, as restrições valerão para todas as suas fronteiras terrestres e aéreas durante o mês de abril, enquanto no boliviano, é exclusivo para os limites com o Brasil e tem duração inicial de semana.

As medidas aumentadas após o alerta da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) sobre os riscos da crise sanitária em território nacional agravarem a situação em todo o continente. Março foi o pior mês da pandemia no Brasil, com mais de 66 mil mortes – mais que o dobro de julho de 2020, o mês mais letal até então.

Via Twitter, o presidente boliviano, Luis Arce, anunciou o fechamento do temporário de sua fronteira de 3,4 mil km com o Brasil para “proteger a população”. Segundo Arce, comunidades fronteiriças em que “se verificou a circulação de variantes” oriundas do Brasil serão “encapsuladas” ou postas em quarentena. A medida, segundo o ministério da saúde local, deve começar a valer sexta-feira. Não está claro, no entanto, se se aplicam restrições também se aplicarão a viagens aéreas.

No início da semana, o governo boliviano ordenou o início das campanhas de vacinação em regiões fronteiriças com o Brasil, anteriores de temores das novas cepas. Segundo La Paz, constatou-se o aumento de casos em diversas comunidades fronteiriças, mas não se sabe exatamente de quais cepas.

Há uma preocupação especial com uma variante amazônica, a P.1, mais contagiosa, que foi descoberta primeiramente em Manaus. Até o momento, ela já foi encontrada em ao menos 15 países e territórios das Américas, incluindo Bolívia, Venezuela, Chile, Uruguai, Colômbia e Paraguai.

Apenas na quarta-feira, o Brasil registrou 3.950 mortes em 24 horas. Horas antes, após a primeira reunião do comitê de crise que une o Legislativo e o Executivo, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSDB-MG) e o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defenderam a necessidade de um discurso unificado sobre a importação da vacinação, do uso de máscaras e do distanciamento social.

O presidente Jair Bolsonaro, no entanto, foi na contramão e voltou a criticar medidas como toque de selecionar e fechamento de comércio, que, segundo ele, podem provocar fome e serem piores que o próprio vírus:

– Só temos um caminho: deixar o povo trabalhar. Os efeitos do combate à pandemia não podem ser mais danosos que o próprio vírus – afirmou.

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