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Transporte
Aumento do uso de bicicletas gera pressão por mais ciclovias em Natal
Pandemia modificou hábitos de transporte de parte dos natalenses, que estão dando preferência ao uso de bicicletas para a locomoção diária
Redação
30/12/2020 | 06:34

A pandemia do novo coronavírus suscitou mudanças nos hábitos da população. Uma das alterações surgidas nos últimos meses, como forma de se evitar as aglomerações no transporte público da capital potiguar, foi a crescente utilização das bicicletas como principal meio de locomoção.

Uma das razões para isso é de que as vendas deste tipo veículo entre os potiguares cresceram 51,1% em maio deste ano, ao se comparado com o mesmo período do ano passado, segundo dados de uma pesquisa da Federação do Comércio e Serviços do Rio Grande do Norte (Fecomércio).

Os dados foram publicados pelo Conselho Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana (CNMTU) na edição desta terça-feira 29 do Diário Oficial do Município (DOM). O colegiado também definiu ações para ampliação da rede cicloviária da capital potiguar. A ideia é fazer com que 26 vias públicas sejam reestruturadas para comportar o fluxo destes equipamentos.

Segundo o CNMTU, as medidas terão o papel de reduzir o espaço viário dedicado a carros e transferir esse espaço para o movimento de pessoas em bicicletas e a pé. A proposta apresentada à Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), que é responsável pelas políticas públicas de transporte, aponta para a aberturas de ciclovias – faixas exclusivas – para a livre locomoção dos ciclistas da capital.

Entre as medidas, segundo o documento, estão a instalação de ciclovias nas faixas centrais das avenidas Roberto Freire (Zona Sul), Itapetinga (Zona Norte), Governador Silvio Pedroza (Zona Leste), e Solange Nunes do Nascimento (Zona Oeste). O objetivo é integrar a cidade com vias exclusivas para quem utiliza o veículo de duas rodas.

De acordo com o estudo feito pela Fecomércio, um percentual de 82,6% da população aprova o uso da bicicleta como meio de mobilidade alternativo ao transporte público. Na opinião de seis em cada dez (62,1%) natalenses, a pandemia da Covid-19 trouxe novos hábitos quanto ao uso da bicicleta. No entanto, apena 27,9% acham que a pandemia não vai mudar os costumes dos cidadãos quanto à utilização da bicicleta.

Cerca de 52% dos entrevistados responderam que têm interesse em utilizar a bicicleta como principal meio de transporte, principalmente, por conta dos benefícios relacionados à saúde e à economia de custos. Enquanto que 45,1% das pessoas não demonstraram interesse e 2,9% não souberam responder.

O levantamento feito com lojistas de Natal apurou que o segmento obteve um aumento médio de 51,1% no faturamento do mês de maio, em comparação com o mesmo período do ano passado.

A sondagem revela ainda que os principais aumentos foram referentes aos serviços de revisão e reparos da bicicleta (76,4%); vendas de componentes e peças (60%); vendas de acessórios (56,4%); vendas de bicicletas (50,9%); vendas de rolos para treino (12,7%); lavagem de bicicletas (9,1%) e Bike Fit (5,5%).

Os dados da pesquisa também revelaram os valores das bicicletas que mais impulsionaram este crescimento. 70% dos lojistas disseram que os modelos mais procurados, para compras ou serviços, foram os de até R$ 1 mil. As bicicletas que custam entre R$ 1 mil e R$ 2 mil aparecem com 32,7% das indicações; seguidas pelos veículos com valores acima de R$ 2 mil, com 5,8%.

Diante da necessidade de reestruturação das vias públicas na capital Potiguar, a Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) está planejando a implantação de uma nova estrutura cicloviária nas avenidas Amintas Barros, Miguel Castro, Jerônimo Câmara, Capitão-Mor Gouveia e também a instalação de transbikes (equipamento para transportar a bicicleta presa aos ônibus).

Além disso, será feito um trabalho de educação no trânsito permanente em empresas, escolas e instituições sobre o respeito ao ciclista e seus espaços. Estas ações fazem parte da execução do plano cicloviário da cidade, previsto para os próximos quatro anos.

A Secretaria também afirma que tem conhecimento do estudo apresentado pelo conselho (CNMTU), qual também é presidido pela STTU e diz que o estudo é fruto de um diálogo permanente junto a associação dos ciclistas e demais partícipes do próprio conselho, onde são colocados em pauta nas reuniões. Não foi informado pela STTU o valor do orçamento para o plano cicloviário em Natal.

O secretário de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal, Thiago Mesquita diz que a SEMURB “ainda não tem conhecimento do estudo, mas houve contribuição do CNMTU no novo Plano Diretor da cidade para políticas públicas voltadas aos ciclistas” afirma.

Segundo ele, o Plano Diretor de Natal está na quarta etapa da Conferência Final, que acontecerá em fevereiro e após isso seguirá para a Câmara Municipal de Natal(CMN).

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