Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participaram, neste domingo (18), de uma manifestação no Eixão Sul, em frente ao Banco Central, em Brasília. O ato foi convocado pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e pelo desembargador aposentado Sebastião Coelho, reunindo manifestantes em defesa de pautas como anistia, justiça e melhores condições para Bolsonaro, que está preso desde novembro.
Entre as principais reivindicações do grupo está a concessão de prisão domiciliar ou prisão humanitária ao ex-presidente. Bolsonaro estava detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e foi transferido na última quinta-feira (15) para o Complexo Penitenciário da Papuda.
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Ao comentar a transferência, o senador Izalci Lucas classificou a medida como “crueldade” e “ato de vingança”, alegando preocupação com o estado de saúde do ex-presidente. Segundo ele, Bolsonaro passou por diversas cirurgias e ainda estaria em recuperação. O parlamentar afirmou que a distância da unidade prisional pode dificultar o acesso rápido a atendimento médico em situações de emergência.
Durante o ato, Sebastião Coelho fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e, em especial, ao ministro Alexandre de Moraes. Para o desembargador aposentado, o país vive um cenário de “cerceamento de liberdades” provocado por decisões judiciais. Ele afirmou que as condições de custódia impostas a Bolsonaro colocariam a vida do ex-presidente em risco.
Coelho também declarou que Bolsonaro estaria submetido a condições inadequadas de prisão, citando suposta falta de medicamentos e problemas estruturais na cela. Segundo ele, uma vistoria teria sido solicitada por aliados, mas não chegou a ser realizada. O desembargador defendeu que, pelas regras legais, Bolsonaro deveria cumprir eventual pena em prisão domiciliar ou em unidade militar.
Além de lideranças políticas, o ato contou com a presença de apoiadores vindos de outros estados. Participantes relataram indignação com a prisão de Bolsonaro e com as condenações relacionadas aos atos de 8 de Janeiro, que consideram injustas. Cantores, advogados e comerciantes participaram da manifestação, defendendo mobilização popular e pressionando parlamentares aliados do ex-presidente.