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Prisão

Assessor parlamentar é preso com R$ 700 mil após receber PIX de empresas ligadas a ataque hacker

De acordo com a PF, ele recebeu R$ 2,45 milhões via PIX de duas empresas investigadas por ligação com um ataque hacker contra instituições financeiras
Redação
25/07/2025 | 10:21

O assessor parlamentar Jackson Renei Aquino de Souza, de 38 anos, foi preso em flagrante com R$ 700 mil após movimentações financeiras suspeitas em sua conta bancária. A prisão ocorreu após um alerta enviado pelo Banco Central à Polícia Federal.

De acordo com a PF, Jackson recebeu R$ 2,45 milhões via PIX de duas empresas investigadas por ligação com um ataque hacker contra instituições financeiras. Os repasses ocorreram da seguinte forma: R$ 1,85 milhão da empresa SIS Pagamentos e Serviços, de Curitiba (PR), e R$ 600 mil da Bank Ben Pagamentos Ltda, de Gravataí (RS).

Assessor parlamentar é preso com R$ 700 mil após receber PIX de empresas ligadas a ataque hacker - Foto: Reprodução/Facebook e Divulgação/PF
Assessor parlamentar é preso com R$ 700 mil após receber PIX de empresas ligadas a ataque hacker - Foto: Reprodução/Facebook e Divulgação/PF

O furto cibernético está sendo apurado na operação Magna Fraus, da Polícia Federal em São Paulo. A investigação mira um grupo suspeito de fraudes e invasões a sistemas eletrônicos, com prejuízos estimados em até R$ 800 milhões.

Segundo o relatório da PF, os crimes ocorreram no dia 30 de junho de 2025 e atingiram três instituições financeiras: Banco Industrial do Brasil (BID), com prejuízo de R$ 1 milhão; BMP SCMEPP Ltda, com R$ 11 milhões; e Credialiança CCR, com R$ 1 milhão.

Do montante desviado do BID, R$ 1 milhão foi repassado à empresa Rich Beauty Cosmetics. Parte desse valor seguiu para a Bank Ben Pagamentos Ltda, que mais tarde enviou R$ 600 mil para a conta de Jackson.

Já os valores desviados da BMP SCMEPP e da Credialiança CCR, que somam R$ 12 milhões, foram transferidos para a Ether Assets Account Ltda. Esta empresa repassou parte dos recursos à SIS Pagamentos e Serviços Financeiros Ltda, que enviou R$ 1,85 milhão a Jackson.

Antes de chegar à conta do assessor, os recursos passaram por pelo menos quatro empresas, segundo o mapeamento da PF. A origem do dinheiro, de acordo com os investigadores, são furtos virtuais.

Jackson é assessor parlamentar da Assembleia Legislativa de Roraima e também atua como corretor de imóveis. Até o momento, não está esclarecido qual foi seu papel direto no ataque hacker, mas ele é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro.

*Com informações do G1