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Levantamento
Assessor da OMS diz que média de casos de hanseníase caiu nos últimos dois anos no RN
De acordo com o dermatologista Maurício Lisboa Nobre, a média de casos novos detectados anualmente caiu de cerca de 300 para menos de 200 casos
Redação
20/01/2022 | 16:42
A Covid-19 afetou a vida de todos não só em relação às mortes e internações, mas também em relação ao funcionamento de diversos setores e serviços de saúde, interferindo no controle e diagnóstico de outras patologias. É o caso da hanseníase, que teve queda em torno de 50% no número de novos diagnósticos em razão da diminuição do acesso aos serviços de saúde durante a pandemia, segundo o último Boletim Epidemiológico de Hanseníase do Ministério da Saúde. Entre as doenças negligenciadas, a hanseníase afeta 210 mil pessoas por ano em todo o mundo, 30 mil só no Brasil, segundo país em número de casos.

De acordo com o dermatologista Maurício Lisboa Nobre, assessor para hanseníase na Organização Mundial de Saúde (OMS) e pesquisador do Instituto de Medicina Tropical da UFRN (IMT), no Rio Grande do Norte, a média de casos novos detectados anualmente caiu de cerca de 300 para menos de 200 casos nos dois últimos anos. “Por esse motivo, o Programa Nacional de Controle da Hanseníase estabeleceu a semana de 17 a 21 de janeiro de 2022 como uma semana de intensificação das ações de busca ativa de casos, coincidindo com o Janeiro Roxo, um mês já dedicado ao controle da endemia no Brasil”, explicou o médico.

Anualmente, a UFRN se junta à OMS, à Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) e secretarias de saúde municipais nesse trabalho de busca ativa por meio de campanhas educativas e mobilizações a respeito da doença. Nesta semana mesmo, o trabalho ancorado pelo Governo do Estado, em parceria com as prefeituras, desenvolve atividades em diversos municípios, que incluem a oferta de atendimento à população com sinais e sintomas da doença.

Janeiro Roxo

Nesta sexta-feira, 21, profissionais de saúde realizam duas importantes ações dentro da programação do Janeiro Roxo que promovem conscientização sobre a hanseníase. Entre 8h e 11h da manhã, as equipes recebem pessoas com suspeita ou que tiveram contato com infectados pela hanseníase em Natal e Mossoró.

Na capital, os atendimentos acontecem na unidade clínica do Instituto de Medicina Tropical (IMT/UFRN), ao lado do Hospital Giselda Trigueiro. Em Mossoró, o trabalho é realizado no Centro Clínico Bom Jardim (PAM do Bom Jardim). A ação contará com a participação de dermatologistas voluntários e não exige agendamento nem retirada de fichas. De acordo com Maurício Lisboa, serão feitos entre 100 e 120 atendimentos nas duas cidades.

Hanseníase

Traiçoeira e silenciosa, a hanseníase vai se desenvolvendo lentamente e, se não cuidada, provoca perdas irreversíveis, como o comprometimento de nervos periféricos, ocasionando alterações de sensibilidade e força muscular. É também possível o aparecimento de úlceras de pernas e pés, caroços no corpo — em alguns casos avermelhados e dolorosos —, febre, edemas, dor nas juntas, entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz e dos olhos.

Causada pela bactéria Mycobacterium leprae, a infecção se manifesta por meio de manchas na pele que não melhoram com os tratamentos tradicionais prescritos, especialmente quando vem acompanhada de dormência nesses locais de mancha ou nas mãos e nos pés. As manchas não coçam, não ardem e não incomodam. O tratamento realizado com antibióticos e outros medicamentos dura de 6 a 12 meses e leva à cura.

*Com informações da Ascom UFRN

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