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Opinião

Artigo: Urge polemizar a cajucultura potiguar, por Crispiniano Neto

Cajucultura pode ter mesmo destino de outras atividades que hoje não passam de lamentáveis lembranças
Crispiniano Neto
25/10/2023 | 05:00

O caju, nos dias que correm, está envolvido em duas polêmicas em âmbito nacional e cá por estas bandas urge polemizarmos a cajucultura, tão importante quanto desprezada na pauta da nossa economia.

Em âmbito nacional, as polêmicas giram em torno da deslumbrante Grazi Massafera, que, em comercial dos cosméticos L’Occitane au Brésil, apresentou o caju com a castanha para cima, num desconhecimento tão brutal quanto a ignorância dos que tentam explicar a “fruta” caju, que, como disse o genial Vinícius de Moraes em seu Soneto ao Caju, é “O único fruto – não fruta – brasileiro” e descambou num belo fescenino…

cajucultura
RN é o terceiro produtor de castanha-de-caju - Foto: Reprodução

Concomitantemente, envolveram o presidente Lula noutra polêmica sobre caju. É sobre o samba-enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel que fala do cajueiro de Pirangi, dizendo: “Por outras praias a nobreza aprovou/ Nas redondezas se espalhou, tão fácil, fácil/ E nesta terra onde tamanho é documento/ Vou erguer um monumento para seu Luiz Inácio”. Só que o Luiz Inácio do samba é um xará do presidente e não ele. Luiz Inácio de Oliveira, que plantou o maior cajueiro do mundo em 1888. Ainda temos os potiguares Hianto de Almeida e Veríssimo de Melo cantados por Cauby Peixoto, em “Caju nasceu pra cachaça”.

Este produto nordestino que está no centro da polêmica política no RN, com atos públicos e protestos, é de suma importância. Doem os 150 milhões de quilos de pedúnculo, “carne de caju” perdidos no ano passado, quando obtivemos uma safra de 18 mil toneladas de castanhas, sendo que a cada quilo de castanha colhida e beneficiada, correspondem nove quilos de caju que se perdem tragicamente neste Estado pobre de um País que tem 33 milhões de famintos.

A produção de um quilo de castanha em nosso Estado tem um custeio em torno de três a quatro reais e está sendo vendido entre R$ 2,50 e R$ 3,50.

A seguirmos nesta rota batida para o caos, a cajucultura potiguar poderá ter o mesmo destino trágico da scheelita, do algodão, do alho de Governador Dix-Sept Rosado, da Água Marinha de Tenente Ananias, da Cera de carnaúba, das Algas marinhas e do Bicho da seda, atividades que já tiveram importância na economia potiguar, gerando dezenas de milhares de empregos e rendendo cruzeiros no meio circulante interno e dólares na balança comercial e hoje não passam de lamentáveis lembranças de um tempo que se foi por falta de ação das forças políticas e econômicas do Estado.

O RN é o terceiro produtor de castanha-de-caju. Urge a governadora Fátima Bezerra unir-se aos governadores do Ceará e do Piauí para salvar a cajucultura do caos iminente.

*por Crispiniano Neto, poeta e jornalista.

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