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Auxílio
Após campanha nas redes, Fernando pede ajuda de Bolsonaro para ex-motorista Robson preso na Rússia
Quando Fernando atuava pelo Spartak Moscou, Robson foi preso ao desembarcar na Rússia portando um remédio proibido no país, o Mytedom 10mg (cloridrato de metadona). O motorista levava o medicamento para a utilização pelo sogro do meio-campista
Estadão
01/10/2020 | 13:24

O volante Fernando, hoje no Beijing Guoan, se manifestou através das redes sociais sobre o caso de Robson Oliveira, seu ex-motorista, que está preso na Rússia e tem sido alvo de campanha pedindo sua liberdade. O meio-campista afirmou que seu posicionamento tem sido distorcido e garante que ele tem sim agido para ajudar o ex-funcionário na esfera jurídica. Além disso, pediu ajuda do governo federal e do presidente da República Jair Bolsonaro.

Quando Fernando atuava pelo Spartak Moscou, Robson foi preso ao desembarcar na Rússia portando um remédio proibido no país, o Mytedom 10mg (cloridrato de metadona). O motorista levava o medicamento para a utilização pelo sogro do meio-campista. Robson era motorista do jogador. Ele está detido há cerca de um ano e seis meses.

Fernando questionou o conteúdo das reportagens sobre o caso. “Por conta das inúmeras mentiras e boatos que estão espalhando sobre a minha conduta em relação ao caso do Robson, estou aqui na tentativa de ser verdadeiramente ouvido pela primeira vez. Preferi não falar por algum tempo publicamente porque em todas as vezes que me coloquei à disposição, sem exceção, tive as informações que forneci manipuladas, omitidas e distorcidas por interesses que não eram o de mostrar ao público o que houve de forma imparcial”, escreveu.

“É mentira quando dizem que não estou fazendo nada para ajudá-lo. Desde o começo do processo, arco com os custos do advogado dele na Rússia e ainda pago para que o advogado brasileiro possa viajar ao país, mesmo não podendo exercer sua função na esfera internacional”, disse.

Além do texto, Fernando também publicou o que seriam comprovantes de dinheiro enviado a Robson para a compra de itens a serem utilizados na prisão, além do pagamento do advogado de defesa do seu ex-funcionário. “É mentira quando dizem que não estou fazendo nada para ajudá-lo. Desde o começo do processo, arco com os custos do advogado dele na Rússia e ainda pago para que o advogado brasileiro possa viajar ao país, mesmo não podendo exercer sua função na esfera internacional. Além disso, mandamos dinheiro para o Robson na prisão para que ele compre os itens necessários no seu dia a dia”, disse.

No seu texto, Fernando se uniu ao mutirão pela redes sociais que pede a libertação do seu antigo motorista e o apoio do governo federal no caso. Nesta semana, a campanha, com a utilização da hashtag #JusticaporRobson, tem mobilizado diversas personalidades, incluindo o atacante Richarlison, do Everton, e da seleção brasileira. O meio-campista, inclusive, marcou o presidente Jair Bolsonaro em sua publicação nas redes.

“Como disse anteriormente, estou fazendo o que está ao meu alcance para ajudar o Robson a provar sua inocência, mas a questão é extremamente complexa e precisa de um envolvimento, de uma força maior, no caso a do governo brasileiro. Tentei entrar em contato diretamente com deputados, senadores, mas não obtive êxito. Por isso, convido vocês a realizarmos também um movimento para entrar nas redes sociais do presidente Bolsonaro e de outras autoridades brasileiras pedindo para que elas intervenham efetivamente no caso do Robson”, acrescentou.

“Eu também sou parte do ‘Justiça pelo Robson’. Eu também quero que ele saia de lá o mais rápido possível. Vamos canalizar nossas energias para fazer essa questão ser tratada pelo congresso, o que é a única coisa que realmente pode ajudar a questão a evoluir de forma positiva”, escreveu Fernando.

Campanha nas redes sociais

Diversas personalidades passaram a compartilhar nas redes uma hashtag pedindo #JustiçaporRobson. Entre os destaques, estão o atacante da seleção brasileira Richarlison e o goleiro Rafael Cabral, ex-Santos e Napoli e atualmente no Reading.

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