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Recomendação
Anvisa recomenda suspensão da temporada de cruzeiros
Orientação se dá devido à variante Ômicron e ao aumento repentino de casos de Covid-19 em embarcações na costa brasileira
R7
01/01/2022 | 10:22

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recomendou ao Ministério da Saúde, em nota técnica publicada nesta sexta-feira (31), a suspensão provisória da temporada de navios de cruzeiro. A ação é em caráter preventivo, até que haja mais dados sobre o cenário epidemiológico, diante do aumento de casos de Covid-19 nas embarcações que operam cruzeiros marítimos na costa brasileira.

A agência aponta que a orientação se dá especialmente pelo aparecimento e transmissão em território nacional da variante Ômicron. A Anvisa frisou que a recomendação segue lei que definiu que medidas de restrição para entrada no país por rodovias, portos ou aeroportos devem ser tomadas de forma conjunta pelos ministérios da Saúde, Justiça e Segurança Pública e Infraestrutura, mas mediante uma recomendação técnica da Anvisa.

Nesta sexta-feira, dois navios tiveram as suas atividades interrompidas, o Costa Diadema, em Salvador, e o MSC Splendida, que está no Porto de Santos, devido a casos de Covid-19. Com o aumento de casos entre tripulantes do MSC, houve uma fiscalização feita pela Anvisa e pela Secretaria de Saúde de Santa Catarina. Ao todo, foram identificados 51 tripulantes e 27 passageiros com Covid-19, além de 54 pessoas que tiveram contatos próximos. Todas as 132 pessoas foram desembarcadas.

No caso da embarcação Costa Diadema, foram confirmados 68 casos de Covid-19 na última quarta-feira (29), sendo 56 entre tripulantes e 12 entre passageiros. Na nota técnica, a agência ressaltou que durante investigações feitas nos dois navios, foram coletadas amostras “para mapeamento genômico e identificação de possíveis variantes”, e que no caso da MSC Splendida, “há forte indicativo que se trata da referida” variante.

As operações de cruzeiros foram retomadas após uma portaria dos três ministérios, no início de outubro. A agência pontua que na ocasião, o mundo ainda não havia identificado a variante Ômicron. “Os dados disponíveis até o momento apontam que a variante Ômicron tem o potencial de se espalhar mais rápido do que outras variantes e que pode contornar parte da proteção imunológica de vacinas e casos anteriores de Covid-19”, explicou.

Na última quinta-feira (30), o Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC) aumentou o nível de alerta da Covid-19, em casos de viagens, devido ao aumento de casos de contaminação em navios de cruzeiros. “A manifestação da Anvisa foi pautada no princípio da precaução, ao priorizar o impedimento da ocorrência de agravo à saúde pela adoção das medidas necessárias à sua proteção”, ressaltou a agência brasileira em nota.

A recomendação, agora, deve ser avaliada pelos ministérios envolvidos para, então, ser deliberada alguma decisão que afete as operações dos navios.

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