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Medicação
Anvisa nega uso emergencial de antiviral contra Covid-19
Segundo a agência, o Avifavir não mostrou benefícios no tratamento da doença. Medicamento é usado desde 2014 contra a gripe no Japão
O Globo
22/06/2021 | 16:22

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) rejeitou a autorização para uso emergencial do antiviral Avifavir no tratamento contra a Covid-19 . Segundo o órgão, o medicamento não benéficos no combate à doença. A decisão unânime foi tomada nesta terça-feira em reunião da diretoria colegiada.

A droga, conhecida pelo nome genério de favipiravir, não atinge os requisitos de eficácia e segurança da agência, de acordo com a diretora Meiruze Freitas, relatora do pedido.

– A agência deve usar todas as vias possíveis para fazer com que os novos tratamentos disponíveis para os pacientes o mais rápido possível. Entretanto, não se pode autorizar o uso de um medicamento que não faz benefício clínico no tratamento da Covid-19 e ainda pode resultar em riscos à saúde dos pacientes.

No Brasil, o Avifavir é representado pelo Instituto Vital Brazil e a fabricação fica a cargo das empresas russas API – Technologies LLC e Joint Stock Company Chemical Diversity Research Institute – JSC CDRI. Falta o registro, por parte da Anvisa, do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) necessário para a produção.

Sob o nome de Avigan, o medicamento é usado contra a gripe no Japão desde 2014. A droga foi desenvolvida por quatro cientistas do país asiático em 1990 a fim de evitar que houvesse uma pandemia como a da gripe espanhola.

A actuação é semelhante à do rendesivir: iniciar a enzima polimerase, que ajuda o vírus a se reproduzir após infectar uma célula. Esse antiviral, por sua vez, foi desenvolvido para o combate ao ebola e aprovado pela Anvisa no tratamento da Covid-19 . Além dele, a agência já autorizou o uso emergencial dos monoclonais casirivimabe com imdevimabe e banlanivimabe com etesevimabe.

A Rússia, que já aprovou o uso emergencial contra a Covid-19 em junho, havia anunciado acordo de venda com 17 países no ano passado, incluindo o Brasil. Na lista, figuravam países da América do Sul: Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai e Uruguai. Além deles, há também África do Sul, Arábia Saudita, Bulgária, Emirados Árabes, Eslováquia, El Salvador, Honduras, Kuwait, Panamá e Sérvia.

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