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Entrevista
Antenor Roberto admite que em 2022 Fátima precisa de aliança para vice e Senado
Vice-governador do Estado falou sobre a gestão Fátima Bezerra, controle de contas e sobre a possiblidade de aliança do MDB com PT, situação que pode comprometer sua cadeira de vice governador nas eleições do ano que vem
Diassis Oliveira
14/09/2021 | 08:16

O vice governador Antenor Roberto (PC do B), concedeu entrevista exclusiva ao jornal Agora RN. Falou sobre a gestão Fátima Bezerra, controle de contas e sobre a possiblidade de aliança do MDB com PT, situação que pode comprometer sua cadeira de vice governador nas eleições do ano que vem.

Jornal Agora RN – De que forma o senhor analisa essa possibilidade de aliança do PT com o MDB no RN? Como o PC do B, vê essa possibilidade?

Antenor Roberto: Nas eleições do ano que vem, não podemos pensar que a governadora ou Lula, tenham condições de fechar uma chapa, seja para o Senado, seja para vice, sem aliança. É com formação de aliança que dá esse desenho. Eu acho que Lula fez certo em visitar o ex-governador Garibaldi, que fez parte do governo dele. Se o MDB não tiver candidato próprio, regionalmente, Lula terá apoio do MDB. O PC do B não tem dificuldade de aliança com nenhum partido. Já fizemos inclusive aliança com o MDB no período da redemocratização. Se mais partidos vão ou não apoiar Fátima, uma situação que caminha em função das conquistas dela como gestora, as pesquisas mostram isso. Isso pode atrair outros partidos. Vamos esperar as mudanças, mas não temos problemas de relacionamento com ninguém.

Jornal Agora RN- Como o governo tem feito para organizar as contas do Estado e pagar a folha em dia?

Antenor Roberto: O governo tem reorganizado as contas, feito auditorias em contratos, e está conseguindo deixar as contas em dia. Temos um secretariado técnico e que trabalha junto, isso facilita muito. Atrelado a tudo isso ainda tivemos a pandemia, onde tudo teve que ser readaptado. Fátima conseguiu aumentar o efetivo da Polícia, que há mais de 15 anos não tinha investimento em pessoal, anunciou mais concursos para o próximo ano, dentre outras coisas, isso se faz com gestão. Nessa pandemia não criamos hospitais de campanha, mas criamos leitos que irão ficar para atender as regionais.

Jornal Agora RN – De uma forma geral como o governo analisa o andamento das duas CPIs que tramitam na Assembleia legislativa?

Antenor Roberto: As CPIs vão mostrar que o governo está trabalhando de forma correta. A da Arena das Dunas vai trazer ao Estado uma autonomia que não tínhamos, o local realiza eventos, ganha com isso e o governo só arca com a parcela que foi firmada no contrato. Independente da CPI, nós já reestabelecemos esse controle. Sobre a CPI da Covid, existe esse momento de espuma de protagonismo por partes de alguns parlamentares, mas nós estamos tranquilos, porque, nesses processos que estão dizendo que houve direcionamento, era impossível, porque esses processos foram discutidos com os órgãos de controle. Agora, se pessoas de fora fizeram isso e usaram de má fé, o tempo vai mostrar. Existe uma coisa chamada guerra de mercado que se deu em função da oferta e da procura por produtos hospitalares e de medicamentos. A oferta era menor que a procura, o mercado tinha uma pressão de demanda e se aproveitava disso para aumentar os valores. Ou fazíamos os contratos ou íamos perder muitas vidas, e nos cercamos de toda segurança jurídica através da PGE, Control e SESAP. No final de toda essa espuma política, vamos mostrar que todos os nossos contratos estão legais.

Jornal Agora RN – De que forma o senhor analisa as manifestações que vêm ocorrendo no Brasil, pró e contra o presidente?

Antenor Roberto: O 7 de setembro foi um momento de mobilizações daqueles que acompanham o presidente e afrontam o Estado Democrático de Direito, as nossas instituições e até ameaças ao Supremo. Isso durou menos de 24 horas, mostrou que nossas instituições estão com um grau de maturidade para resistir diante desses ataques golpistas. É tanto que o presidente recuou rapidamente e desconstruiu o discurso pelo qual mobilizou todas aquelas massas. O movimento foi um tiro no pé, o presidente recuou, com isso vários setores se fortaleceram e formaram uma ampla frente por parte dos que apoiaram Bolsonaro, formada por uma juventude envelhecida nas ideias.

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