BUSCAR
BUSCAR
Coluna
“Ameaças vazias e agressões covardes”
Confira a coluna de Alex Viana desta sexta-feira 6
Alex Viana
06/08/2021 | 09:20

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes respondeu aos ataques do presidente Jair Bolsonaro ontem. Por meio das redes sociais, o magistrado citou indiretamente o mandatário apontando que “ameaças vazias e agressões covardes não afastarão o Supremo Tribunal Federal de exercer, com respeito e serenidade, sua missão constitucional de defesa e manutenção da Democracia e do Estado de Direito.”

Horas antes, o presidente Bolsonaro criticou o ministro após ele ter incluído o mandatário no inquérito que apura fake news e ataques contra a Corte.

No despacho, Alexandre de Moraes enviou à Polícia Federal link da live do presidente em que ele alega que as eleições foram fraudadas, sem apresentar provas. O mandatário afirmou que o ministro “é a mentira em pessoa” e que “sua hora vai chegar”.

Bolsonaro reforçou a ameaça avisando que “o momento de sair das quatro linhas da Constituição está chegando” e chamou Moraes de ditatorial. “Eu não pretendo sair das 4 linhas para questionar essas autoridades, mas acredito que o momento está chegando. Não dá para continuarmos com um ministro arbitrário, ditatorial, que não respeita a democracia, que não leu a Constituição. Se leu, aplica de acordo com o seu entendimento para cada vez mais agredir não só a democracia, bem como atingir os seus objetivos dessa forma. Isso é inadmissível numa democracia”, acrescentou.

Subserviência ao poder
O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, resolveu entrar na linha de agradar mais ao presidente Jair Bolsonaro, só que escolheu um caminho em que termina reforçando a lista de personagens a favor de um futuro golpe de Estado no país.

Atentado
Mesmo ciente de que contestar o sistema eleitoral brasileiro se trata de um atentado à democracia, Rogério fez postagem em que fala de “preocupação com a lisura do processo eleitoral”. “Se o próprio TSE identifica invasão do seu sistema, é importante que todos tenhamos a mesma preocupação”, declarou o potiguar em postagem nas redes sociais.

Em tempo
A declaração de Rogério repete fala do presidente em entrevista a uma emissora de rádio sobre um inquérito policial remetendo que houve invasão de um hacker no sistema do TSE em 2018. O TSE já desmentiu a declaração e esclareceu que o inquérito não foi concluído porque a invasão foi totalmente inócua.

Inversão de valores
Somente a falta de senso de responsabilidade e a inversão de prioridades podem justificar que um chefe de Nação dedique colossal tempo e energia por uma causa esdrúxula como a de retomada do voto impresso. Se Bolsonaro dedicasse um terço desse tempo e dessa energia para resolver problemas ligados à pandemia, à fome e ao desemprego, o Brasil estaria mais avançado e mais próspero.

Desfecho imprevisível
Em verdade, Bolsonaro usa o absurdo de uma causa (voto impresso) para intensificar a tensão entre Executivo, com apoio de segmentos militares, e Judiciário. A causa é tão ridícula, que o Judiciário não abrirá mão de ser contra, nas figuras do presidente do TSE, Luiz Roberto Barroso. Ciente disso, Bolsonaro esticará a corda até ela arrebentar. Imprevisível o desfecho.

Ridículo e perigoso
Para incensar ainda mais a estratégia governista, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (RJ) propôs em suas redes sociais a instalação de uma CPI para apurar possíveis fraudes no sistema eleitoral brasileiro. Nas ruas, lideranças como o deputado federal potiguar General Girão citam a existência de “provas, manifestações populares e vontade soberana de um povo”. Chega a ser ridículo, não fosse perigoso.

Lulavagem
Pesquisa Poder Data, veiculada ontem, mostra que Lula venceria Bolsonaro no Nordeste com quase 30% de intenções de voto de vantagem, uma verdadeira lavagem. Mas trata-se de cenário de hoje, que pode muito bem mudar.

Sede: Av. Hermes da Fonseca, 384 – Petropolis – Natal – RN – Cep. 59020-000
Telefone: (84) 3027-1690 / 3027-4415
Redação: (84) 98117-5384 - redacao@agorarn.com.br
Comercial: (84) 98117-1718 - publica@agorarn.com.br
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.