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Entrevista
Abertura de novas empresas no RN caiu 25%, aponta Jucern
Segundo o presidente da Junta Comercial do Rio Grande do Norte, Carlos Augusto Maia, é hora de os empresários ficarem atentos a participar de toda e qualquer política oficial de retomada da economia
Redação
06/07/2020 | 23:12

Termômetro da atividade econômica do Rio Grande do Norte, a Junta Comercial do Rio Grande do Norte viu o incremento de 15% na abertura de novos negócios no estado, em poucos meses, se transformarem numa queda ainda maior dessas iniciativa. Nesta entrevista, o, presidente da Jucern, Carlos Augusto Maia, analisa o que aconteceu e orienta os empreendedores neste momento de dificuldade

Agora RN – Como está o panorama das empresas potiguares perante a Junta Comercial neste momento de pandemia?

Carlos Augusto Maia – Como era esperado a pandemia afetou o setor econômico significativamente, ainda mais se lembrarmos que o RN vinha em um crescente. Segundo dados da Jucern, no ano passado, foi registrado o maior aumento em dez anos no número de empresas abertas, um incremento de 15%. Já nesse ano, até agora, a Jucern registrou queda de 25% na quantidade de novos negócios, enquanto os dados de fechamento quase não oscilaram, permanecendo estáveis, embora seja possível que algumas empresas tenham de fato encerrado as atividades, mas ainda não tenham buscado a Junta para legalizar a situação.

Agora – No atendimento virtual, pelo momento de atravessamos, quais são, pela ordem, as demandas mais frequentes por parte das empresas?

CAM – Alterações para cumprir instruções legais; eventos, que são atos que devem ser registrados, mas não implicam em alterações no cadastro da empresa e certidões são serviços muito procurados. Vale ressaltar, inclusive, que as certidões são cópias de informações e atos registrados na Jucern, e segundo lei federal, qualquer pessoa, sem necessidade de justificar interesse, pode ter acesso a esses dados, mediante pagamento de taxa.

Agora – O senhor acredita que é hora de uma retomada total da economia do RN?

CAM – Acredito em uma retomada gradual e responsável das atividades econômicas, respeitando os protocolos estabelecidos pelas equipes técnicas. Além disso, é imprescindível que exista o comprometimento de empreendedores, funcionários e consumidores, no sentido de respeitar as normas sanitárias e de distanciamento social.

Agora – O que a Junta Comercial planeja para este ano em termos de atendimento?

CAM – Com o impacto da pandemia no atendimento, percebemos que os serviços digitais precisam ser cada vez mais difundidos. Atualmente, por meio do portal Redesim RN, que reúne os órgãos de legalização e licenciamento, e com o uso de certificado digital, é possível abrir uma empresa de qualquer lugar. Precisamos que isso seja do conhecimento de cada vez mais pessoas. Então, é preciso apostar de vez na modernização e simplificação do registro empresarial, e usar a tecnologia como uma ferramenta estratégica para atender as demandas do usuário da Jucern.

Agora – Em poucas palavras, o que o senhor diria para os empresários nesse momento delicado?

CAM – O momento é grave, sem dúvida, mas reforço, primeiro, que os empresários devem buscar os auxílios e medidas tomadas pelos governos em níveis federal, estadual e municipal. E, acima de tudo, sabemos que empreender é uma tarefa que exige muito esforço e capacidade de se reinventar, é hora de mais uma vez usar a persistência, um valor comum a quem escolhe ter seu próprio negócio.

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