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Declaração
À PF, Moro afirma que sabia da existência do ‘gabinete do ódio’
Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública disse que Carlos Bolsonaro e Tercio Arnaud eram nomes relacionados à estrutura
R7
07/06/2021 | 19:57

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro afirmou em depoimento à PF (Polícia Federal) que tomou conhecimento da existência do ‘gabinete do ódio’, organização voltada a atacar oponentes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Moro disse que havia comentários correntes de pessoas de dentro do governo da existência do gabinete do ódio e que diversos funcionários do governo federal relatavam sobre a organização, mas que não tratava do assunto enquanto ministro.

As informações constam em depoimento realizado em 12 de novembro de 2020, no âmbito do inquérito que apura os atos antidemocráticos. Nesta segunda-feira 7, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), retirou o sigilo da investigação.

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública negou que teve informação específica sobre ato organizado por funcionários do governo contra o STF ou o Congresso Nacional, que seu conhecimento sobre o assunto vinha de notícias veiculadas na imprensa.

Moro reconheceu que havia uma animosidade entre Bolsonaro e o então presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e que este último sofria ataques via redes sociais, mas não soube dizer se eram feitos por funcionários do Palácio do Planalto.

O ex-ministro entregou o cargo no dia 24 de abril de 2020. Sua saída ocorreu após Bolsonaro exonerar o chefe da PF, Maurício Valeixo, braço-direito e homem de confiança do ex-juiz da Lava Jato. Na ocasião, Moro acusou o titular do Executivo de interferência política.

O assunto foi abordado em depoimento à PF. Moro disse que, após sua saída do governo federal, sofreu ataques em redes sociais e que esses ataques eram oriundos do ‘gabinete do ódio’. Questionado sobre possíveis nomes que podem integrar a estrutura, o ex-ministro da Justiça afirmou que o vereador Carlos Bolsonaro e o assessor Tercio Arnaud “eram normalmente relacionados”. Além disso, mencionou que a participação dos dois homens era confirmada por ministros palacianos.

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