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Saúde
78% dos brasileiros temem desenvolver Alzheimer, aponta estudo
Além disso, uma em cada quatro pessoas acredita que não há nada que se possa fazer em relação à demência
CNN Brasil
10/07/2021 | 15:17

Uma pesquisa publicada pela Doença de Alzheimer Internacional (ADI) – uma federação de associações que trabalham na conscientização, no combate à doença e no apoio a pacientes e famílias – aponta que 78% dos brasileiros estão preocupados quanto a desenvolver demência em algum momento e 95% dos participantes acreditam que pretendem desenvolver durante algum momento da vida.

Além disso, uma em cada quatro pessoas acredita que não há nada que possa fazer em relação à demência. Mais de 85% dos entrevistados que vivem com demência afirmam que sua opinião não é levada a sério e cerca de 20% dos entrevistados manteriam em segredo seu diagnóstico.

Uma questão muito recorrente é que a maioria das pessoas não vê a demência como uma doença, mas, sim, como uma consequência normal do envelhecimento.

Para a médica geriatra Aishá Wenzinger, ainda existe um grande “estigma” sobre as pessoas com Alzheimer.

De acordo com ela, ainda existe uma ideia de que as pessoas que vivem com a doença são ‘um peso para uma família’, ou para o sistema de saúde, e que são as pessoas ‘sem esperança’ ou incapazes de falar por si mesmos.

Para esse reduzir estigma, as estratégias mais eficazes – ressalta a médica geriatra – oferecer educação especial sobre a demência; ter contato social com pessoas que vivem com demência; defender publicamente os direitos dessas pessoas e criar políticas públicas para essas pessoas.

Confira alguns sintomas para o diagnóstico da doença:

Quais os sinais da doença?

A perda de memória nos idosos faz parte do envelhecimento fisiológico. Nem todo problema de memória em relação ao Alzheimer. Especialistas explicam que é preciso diferenciar os tipos de alteração de memória e buscar ajuda médica assim que se perceber algo errado.

Existem três tipos de perda de memória:

  • Tipo 1: Não resgatar – à medida que a idade avança, o cérebro torna-se mais lento para uma busca de informações na memória. Este tipo de queixa é muito comum em idosos. Essa queixa não sinaliza o início do Alzheimer.
  • Tipo 2: Não retomar – dificuldade para manter uma memória ‘pausada’ por curtos espaços de tempo, enquanto muda-se o foco da atenção. Também não é um tipo de perda de memória que está ligada ao início do Alzheimer
  • Tipo 3: Não registrar – dificuldade para formar novas memórias. Esse tipo de perda deve ser investigado

Dificuldade de memorizar coisas novas; repetir várias vezes a mesma pergunta ou história; sinais de desorientação (se perder na rua, metrô, ônibus); ter problemas para administrar o dinheiro; errar receitas que sempre soube fazer muito bem

A idade é o mais reconhecido fator de risco; uma influência genética pode representar de 1% a 5% dos casos; o Alzheimer afeta mais as mulheres do que os homens; estilo de vida: hábitos como beber em excesso, fumar, dieta rica em gordura, estresse, sedentarismo podem ser ruínas para a saúde em geral, especialmente a do cérebro.

Estudos mostram que a pessoa começa a dar sinais de Alzheimer de 10 a 15 anos antes do diagnóstico da doença. Apesar de não ter cura, o diagnóstico no início pode ajudar a retardar o progressão da doença. Por isso, é preciso ficar atento aos sinais.

Dicas essenciais para prevenção

A primeira dica é clássica: ter hábitos saudáveis. Boa alimentação e exercícios físicos e saúde como um todo. Uma alimentação rica em folhas verdes, por exemplo, pode retardar em quase dez anos a perda de memória. Já a atividade física aumenta a formação de um tipo de proteína que ajuda a fazer como obtem entre um neurônio e outro, aumenta a capacidade das capacidades e, consequentemente, da memória.

A segunda lei é: manter o cérebro ativo. Uma pessoa que leu muito ao longo da vida, teve muitos amigos, teve uma vida ativa também na idade avançada, comeu bastante folhas verdes, não têm diabetes, depressão, tem grandes chances de ter uma memória boa e risco mais baixo de Alzheimer.

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