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Crise financeira
Vereadores de oposição criticam dívidas da Prefeitura de Natal
Oposição aponta que problema evoluiu durante a gestão atual. Aliados do prefeito observam que crise financeira é nacional
Ciro Marques
03/04/2018 | 20:55

A Prefeitura de Natal encerrou o ano de 2017 com um montante de R$ 175 milhões de restos a pagar e, nos três primeiros meses deste ano, assistiu a dívida evoluir consideravelmente diante dos atrasos nos pagamentos de alguns prestadores de serviços, como as empresas fornecedoras de mão de obra. Diante disso, os vereadores da Câmara Municipal de Natal não têm perdoado o prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), apontando que o chefe do Executivo tem prejudicado milhares de trabalhadores terceirizados e, ainda, dificultado a vida de empresas em Natal.

“É de uma irresponsabilidade tamanha. Demonstra falta de planejamento e gestão. O prefeito culpava muito Micarla e agora ele recebeu a gestão dele mesmo. Ele vai cobrar isso de quem? A culpa de toda a dívida é de quem? Vai colocar a culpa em Dom Pedro? Isso é a prova cabal de que o prefeito não é um gestor, e muito pior do que isso: faz um modelo de gestão completamente irresponsável”, apontou o vereador Sandro Pimentel, do PSOL, que na última segunda-feira participou de uma sessão na Comissão de Educação da Câmara onde a dívida da Prefeitura com as terceirizadas da Secretaria Municipal de Educação foi exposta. O valor ultrapassa a casa dos R$ 41 milhões e algumas empresas estão desde setembro do ano passado sem receber.

Outra vereadora de oposição, Natália Bonavides, do PT, seguiu o tom crítico com relação a Prefeitura. “Isso não é novidade na gestão de Carlos Eduardo, o constante atraso de pagamento dos servidores municipais e o saque na previdência do município são duas ações do governo municipal que denunciamos durante o ano passado e que são bastante danosas para nossa cidade. O prefeito que passou quase seis anos falando da herança que a última gestora deixou nos cofres da Prefeitura repete o feito agora deixando uma grande dívida para seu vice”, afirmou a parlamentar.

A base aliada do prefeito, por sua vez, ameniza o problema. Para o vereador Ubaldo Fernandes (PTC), integrante da Comissão de Finanças da Câmara, o problema não exclusivo de Natal e sim uma questão nacional que afeta todas as gestões públicas. “Não existe uma prefeitura que não esteja quebrada”, disse, acrescentando que, em Natal, “o que o Município está arrecadando só dá para pagar servidores e a manutenção da máquina administrativas”.

Líder do prefeito na Câmara, a vereadora Nina Souza acrescenta que pode ter sido, justamente, a manutenção do salário em dias dos servidores um dos motivos para o atraso nos terceirizados. “A Prefeitura está conseguindo arcar com alguns compromissos. É obvio que constatamos que por uma questão até razoável, a Prefeitura priorizou o pagamento da folha de efetivo e, neste momento, ficou a questão dos terceirizados descoberta”, avaliou a líder.

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