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Vereador vê “indícios” de superfaturamento em aluguel de painel de led pela Prefeitura

Sandro Pimentel afirma que na próxima semana vai entrar com uma representação junto ao Ministério Público (MPRN)
Redação
21/11/2015 | 11:46

O secretário de Cultura de Natal, Dácio Galvão, compareceu nesta quinta-feira (19) à Câmara Municipal do Natal para prestar esclarecimentos sobre o aluguel de um painel de led ao preço de R$ 283 mil, conforme foi publicado no Diário Oficial do Município. O aluguel foi bastante criticado por vereadores e resultou na convocação, pelo vereador Sandro Pimentel (PSOL), do secretário.

Em entrevista ao Agora RN, Sandro disse que Galvão esclareceu sobre o aluguel, afirmando que o equipamento será pago por diária, ao custo de R$ 5,6 mil. No entanto, o parlamentar diz que as alegações do secretário não foram convincentes. Sandro Pimentel pesquisou junto a uma empresa local o valor do aluguel de um painel de led medindo 16 metros quadrados, ou seja, maior do que o de 12 metros quadrados alugado pela prefeitura. O resultado é uma diária R$ 1,6 mil mais barata por um painel maior, o que, segundo conclui Sandro, aponta para “indícios” de superfaturamento.

Vereador critica passividade do mp e comprometimento do prefeito com o setuRio Grande do Norte

“O valor da diária em uma empresa local custa R$ 4 mil, por um painel de 16 metros quadrados; o da prefeitura é um de 12 metros quadrados por R$ 5.600”, comenta o vereador. Diante da constatação, Sandro promete já para a próxima semana “representar junto ao Ministério Público”.

A expectativa da Secretaria de Cultura (Secult) é utilizar o painel durante 27 dias, o que equivale, segundo o valor da diária informado pelo secretário, ao desembolso de R$ 151,2 mil dos cofres públicos.

“Não é possível me convencer que o município, quebrado como está, utilize da fonte 111, que é recurso próprio, da fonte da cultura, mais de R$ 5,6 por dia para pagar um painel de led”, disse Sandro, que rebateu o secretário Dácio Galvão quando este afirmou que o aluguel é um investimento em Cultura.

“Investimento em cultura não é isso, é investir nos grupos culturais e regionais que estão se acabando, que vivem com pires na mão nos gabinetes pedindo ajuda, é investindo nos artistas locais, que inclusive vão receber cachês menores do que o cachê diário de um painel de led, é um absurdo isso”, complementa.