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"Saímos na Globo"
Sindicalista diz que greve da UERN é “política” e que servidores buscam “mídia”
Segundo professora, expulsão 'truculenta' da Polícia Militar era a maneira como os servidores grevistas gostariam de encerrar a ocupação na Secretaria de Planejamento e Finanças
Redação
25/11/2017 | 12:48

A professora Andrezza Oliveira, representante dos servidores grevistas da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) e do grupo de manifestantes que participou da ocupação do prédio da Secretaria Estadual de Planejamento e Finanças (Seplan) encerrada na noite desta sexta-feira, 24, comemorou o que classificou como “truculência” da PM durante a retirada dos manifestantes da secretaria. Segundo a professora, que é membro da ADUERN (que representa os professores da universidade), a expulsão pelos policiais era a maneira como os grevistas esperavam terminar o movimento.

“Do ponto de vista do movimento, fomos vitoriosos. Nós realmente queríamos sair com esse ato midiático. Foi muito importante, pois o governo Robinson foi exposto na mídia. Saímos na Globo, provavelmente vamos sair no Jornal Nacional… isso vai ter uma repercussão muito importante”, diz a servidora em um áudio gravado e compartilhado nas redes sociais (ouça ao final da matéria).

Ainda de acordo com Andrezza, a greve dos servidores da UERN – que, oficialmente, é motivada pelos atrasos salariais – tem a “política” como real motivação. “Essa é uma greve política. Nós estamos em busca de tudo isso na luta. Essa retirada com truculência foi, para nós, uma vitória”, acrescentou.

Na sexta-feira, ao longo do dia, políticos do PT participaram da ocupação e tentaram intermediar as negociações entre servidores, Polícia Militar e Governo do Estado. Estiveram presentes no ato da Seplan a senadora Fátima Bezerra, o deputado estadual Fernando Mineiro e a vereadora Natália Bonavides.

EXPULSÃO

Na noite desta sexta-feira, 24, servidores estaduais da saúde e funcionários da UERN, que estão em greve desde o dia 13, foram expulsos do prédio da Seplan após dois dias de ocupação. A ordem para a reintegração do espaço partiu do juiz Bruno Lacerda Bezerra Fernandes, da 3ª Vara da Fazenda Pública de Natal, que atendeu a um pedido do Governo do Estado.

Mesmo após tomarem conhecimento da decisão, proferida no final da tarde, os servidores decidiram continuar com a ocupação – que, pela resistência, teve de ser encerrada com a ajuda das forças policiais. Na ação, a PM utilizou bomba de efeito moral e gás lacrimogêneo.

Ouça abaixo o áudio da professora:

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