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Opinião
Senador Jean Paul Prates defende afastamento do ministro Sérgio Moro
Segundo o parlamentar, as conversas atribuídas a Moro e a procuradores reveladas pelo site The Intercept Brasil sugerem que houve parcialidade na condução dos processos
Redação
04/07/2019 | 08:05

O senador potiguar Jean Paul Prates (PT) defendeu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional para apurar possíveis desvios de conduta e irregularidades praticadas pelo ex-juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça e Segurança Pública, e procuradores que atuaram ou atuam em casos da Operação Lava Jato.

Segundo o parlamentar, as conversas atribuídas a Moro e a procuradores reveladas pelo site The Intercept Brasil sugerem que houve parcialidade na condução dos processos. Jean Paul também defende que o ministro se afaste do cargo que ocupa no governo Jair Bolsonaro, para que as investigações não sejam prejudicadas.

“Eu tenho uma suspeita que vamos levar para CPI. Não é porque sou do PT que vou desmerecer o mérito de investigar corrupção no Brasil, mas ela [Operação Lava Jato] começou de um jeito e terminou de outro. Para mim, ela foi distorcida e enviesada politicamente”, disse o senador, em entrevista para o programa Manhã Agora, da rádio Agora FM (97,9 FM).

Ainda segundo Jean Paul Prates, caso seja instalada no Congresso, a CPI terá entre as suas atribuições a análise das condições nas quais foram firmados acordos de colaboração premiada entre investigados e a força-tarefa da Lava Jato. “Acho que vamos acabar fazendo a CPI do dedo-duro, da delação premiada para investigar quem se beneficiou dessas investigações”, destacou o senador.

Sobre o afastamento de Sérgio Moro, Jean Paul Prates explica que, em razão de o ex-juiz ser o comandante geral das atividades da Polícia Federal, por ser este o titular do Ministério da Justiça, poderia haver conflito de interesses ao se realizar investigações sobre os casos de delação premiada.

“Sérgio Moro está sendo acusado de desigualdade em um processo judicial. Ele é comandante das forças que vão investigar ele mesmo. Ele não pode ser tratado diferente. Enquanto está sendo investigado como ministro da Justiça, não pode ficar no cargo”, avalia.

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