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CENÁRIO PRÉ-ELEITORAL
“Se Lula, que instituiu a ladroeira, lidera, este é o país mais corrupto do mundo”, afirma José Dias
'Lideram as pesquisas Lula, Bolsonaro e Marina. Lula é o ladrão-mor; Bolsonaro é o absurdo da Direita; e Marina... bem, eu não sei o que ela é'
Tiago Rebolo
04/05/2017 | 05:50

O deputado estadual José Dias (PSDB) lamentou o fato de o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva estar liderando pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República em 2018. De acordo com o parlamentar, se o resultado da pesquisa refletir a realidade, “este é o país mais corrupto e mentiroso do mundo”. “Se o cara que instituiu a ladroeira no país está em primeiro lugar, não tem o que fazer. Se for verdade mesmo, eu tenho vontade é de chorar”, ironizou o parlamentar.

O tucano disse ainda estar impressionado com o fato de que, “para ganhar Ibope, é preciso se sujar com a Lava Jato”, em clara referência aos processos que o ex-presidente enfrenta no âmbito da Lava Jato. “Não tem como você instalar um esquema desses sem um comandante. É uma barbaridade”, opina. Lula é acusado pelo Ministério Público Federal de ser o líder do esquema de corrupção e desvios na Petrobras desmontado pela Lava Jato.

José Dias comentou também a respeito dos outros mais bem colocados nas sondagens. “Lideram as pesquisas Lula, Bolsonaro e Marina. Lula é o ladrão-mor; Bolsonaro é o absurdo da Direita; e Marina… bem, eu não sei o que ela é”, afirmou, se dirigindo ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) e à ex-senadora Marina Silva (Rede), ambos cotados para 2018.

Em relação ao desempenho dos tucanos nos levantamentos recentes, o deputado reconhece que as citações a Geraldo Alckmin, Aécio Neves e João Doria, os presidenciáveis do PSDB, não foram “expressivas”. Ele desconfia, contudo, da construção da pesquisa. “Muitas pesquisas são montadas. Eu acredito muito pouco nelas”, coloca.

Má avaliação de Temer se deve à “incompreensão do esforço que ele tem feito”, afirma Dias
O deputado estadual José Dias (PSDB) credita os baixos índices de avaliação positiva da gestão do presidente Michel Temer (PMDB) à “incompreensão total do esforço que ele tem feito para salvar o país”. Segundo o parlamentar, o gesto do chefe do Executivo em promover reformas na legislação trabalhista e na Previdência é “heroico”.

“Isso [baixa avaliação] é fruto do combate que o governo tem feito a algumas corporações que dominam parte da renda nacional. O que eles têm feito é disseminação total de mentiras. E o governo é refém desse povo”, assinala, em referência a centrais sindicais, que convocam protestos em todo o país contra as mudanças na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Sindicatos, assim como movimentos sociais, têm feito campanha massiva contra as reformas alegando que as modificações nas duas áreas representam uma forte retirada de direitos dos trabalhadores.

Entre as alterações propostas pelo Palácio do Planalto na reforma trabalhista, está o fim da obrigatoriedade do desconto em folha da contribuição sindical, verba que auxilia na manutenção das atividades dessas entidades. Para Dias, trata-se de um “privilégio”. “O governo está combatendo todo mundo que tem privilégios, como sindicatos e associações. A igualdade só se dará com a redução dos que ganham mais. Todo mundo fala que o país é injusto, mas querem manter e dar mais benefícios… E esse povo tem um poder de força muito grande”, registra.

Em relação à reforma da Previdência, outra medida impopular do Governo Temer, o deputado tucano analisa como “extremamente razoável”. “Se não houver reforma, chegará um momento em que nem a União vai conseguir pagar a Previdência. A crise econômica vai piorar. Economia é feita de expectativa. Precisamos fazer com que, no futuro, todos recebam salário”, assevera.

Sobre a idade mínima para se aposentar, que o Governo propõe que seja de 65 anos para homens e 62 para mulheres, José Dias opina que essa idade poderia ser até maior. “Se você observar a curva etária e a experiência de países desenvolvidos, essa idade poderia ser até maior”, destaca.

GREVE GERAL
O deputado criticou também a realização da greve geral no país na última sexta-feira 28. Segundo ele, na verdade, “não houve greve geral espontânea”. “O que houve foram pessoas ameaçando e impedindo outras de irem trabalhar. Houve cerceamento de circulação. Fazer piquete em frente a garagem de ônibus não significa que os trabalhadores não queiram trabalhar”, relatou.

PESQUISA DATAFOLHA
Um levantamento do Instituto Datafolha publicado no jornal Folha de S. Paulo no último domingo 30 mostra que o presidente Michel Temer tem apenas 9% de avaliação “ótimo/bom”. O índice é menor do que o obtido pela presidente cassada Dilma Rousseff (PT) às vésperas do julgamento de seu impeachment (13%, pelo mesmo instituto).

Para 61% dos entrevistados pelo instituto, o governo do peemedebista é “ruim/péssimo”; 28% consideram “regular”; e 3% não souberam responder ao questionamento.

O Datafolha ouviu 2.781 pessoas nos dias 26 e 27 de abril de 2017. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A mesma pesquisa sondou os entrevistados para as eleições presidenciais de 2018. O destaque ficou para a liderança do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), réu na Operação Lava Jato, em todos os cenários de intenção de votos montados pelo Datafolha. Em todos os quadros, Lula teve pelo menos 30% das citações. Em um eventual segundo turno, o petista só perderia para a ex-senadora Marina Silva (Rede) e o juiz federal Sérgio Moro (sem partido), responsável pelo julgamento de ações da Lava Jato em primeira instância.

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