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Oportunidade
“Quem quiser ser senador no Rio Grande do Norte, a hora é esta”, diz Irani Guedes
Além de opinar sobre as eleições de 2018, presidente da Câmara Municipal de Parnamirim também queixou-se da falta de ajuda do governo à cidade
Boni Neto
11/05/2017 | 05:10

Os senadores potiguares – José Agripino (DEM) e Garibaldi Alves (PMDB) – terão trabalho para conseguirem se reeleger aos seus respectivos postos. O pensamento é do presidente da Câmara Municipal de Parnamirim, Irani Guedes (PRB), que avaliou, ainda, que pela defasagem de ambos políticos, principalmente Agripino, que teve seus nome citado em delação da Lava Jato, essa é a hora perfeita para que aspirantes a uma cadeira no Senado se apresentem, porque, em sua visão, terão grandes chances de superarem os atuais detentores do posto.

“Para o político bom do Rio Grande do Norte que tem vontade de ser Senador, a hora é essa. Nossos senadores estão muito queimados. Então se houver um bom nome, ele conquista a população, porque o povo quer mudanças. Há muitos querendo entrar nessa, porque sabem que essa é a grande oportunidade. Os senadores com certeza vão ter dificuldades de se reeleger”, disse Guedes, que descartou o nome e tradição dos políticos atuais como um possível trunfo para reeleição. “As famílias dos políticos podem ser fortes, mas o povo é muito mais forte. Nesse cenário político, os nomes deles estão envolvidos em situações que não possuem resposta, e o povo quer essas respostas para esclarecimento. Se você não tem a resposta para o que está sendo apontado, vá à mídia e diga logo. Se recebeu o que dizem que recebeu e foi provado, então tem que dizer pra onde foi; isso se chama transferência. Isso com certeza vai ser refletido nas eleições. Daqui para lá, se forem candidatos à reeleição, vão ter que aguardar o fechamento do que está acontecendo e dar uma resposta à população”, decretou.

Apesar de admitir que os nomes potiguares atuais no Senado não devem sobreviver às próximas eleições, Irani não soube apontar quem poderiam ser bons substitutos. De acordo com o parlamentar, não há nomes atualmente que possam preencher as cadeiras. Ele acredita que, atualmente, os políticos potiguares não têm tido força em Brasília, prejudicando o estado. “Hoje, sinceramente, não vejo nenhum nome se destacando para disputar as duas vagas no Senado. Não vejo alguém aqui no estado para isso, mas com todo respeito a Agripino e Garibaldi, até pela idade deles, acho que deveriam se retirar para dar lugares a novas pessoas. Nada contra eles, mas o Rio Grande do Norte precisa de uma representatividade de nível federal, porque hoje não temos isso. Os senadores e deputados federais que temos são, infelizmente, fracos; o estado só perde. O VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), por exemplo, não chega ao estado por falta de força política; a Transnordestina também e a transposição do Rio São Francisco já era para ter chegado aqui há anos”.

Os problemas, na visão do presidente da Câmara de Parnamirim, não versam apenas em âmbito estadual. Guedes afirma que a atuação da bancada federal só trouxe prejuízos a Parnamirim.

“Parnamirim, em especial, perdeu o Aeroporto Augusto Severo. Eles todos sabiam que isso ia acontecer, mas diziam para os políticos e vereadores de Parnamirim que iam permanecer os dois aeroportos – o de São Gonçalo e o de Parnamirim. Aí a cidade perdeu uma grande renda e fato gerador de mais de 2.500 empregos, e isso é irreparável. Se tivesse nos retornado algo que houvesse trazido 1.500 empregos para a cidade, uma coisa cobria a outra, mas simplesmente ficou por isso. Parnamirim agora tem 12 mil desempregados e não temos como empregar esse povo, não abre uma fábrica em Parnamirim. A cidade, 15 a 20 anos atrás, tinha 24 fábricas, era o cenário de emprego no estado. O povo vinha para Parnamirim por ser um celeiro de emprego, eu mesmo vim de Acari para lá por emprego, em 1982, hoje as empresas estão todas fechadas”, lamentou Irani.

“O governador do Rio Grande do Norte não tem ajudado Parnamirim”

A bancada de potiguares, entre deputados e senadores, não são o único alvo de insatisfação de Irani Guedes. O presidente da Câmara Municipal de Parnamirim se queixou até mesmo do governador Robinson Faria (PSD). Em sua opinião, Robinson estaria negligenciando a segunda maior cidade da Região Metropolitana de Natal, principalmente nos serviços mais básicos, como a garantia do funcionamento da Central do Cidadão local.

“Robinson não tem ajudado Parnamirim. Tivemos dois mandados de Wilma de Faria (PT do B), um de Rosalba Ciarlini (PP) e entramos no terceiro ano de Robinson Faria com Parnamirim praticamente fechada. Nossa Central do Cidadão, que presta os serviços mais básicos para a população, como a confecção da carteira identidade, está inoperativa. Para que o cidadão de Parnamirim possa tirar sua carteira, ele precisa pegar uma ficha em São José do Mipibu, porque isso não se faz em Parnamirim”, protestou Irani Guedes.

Atualmente, o governador do Rio Grande do Norte está concentrado em consolidar a construção de uma filial de uma empresa chinesa de placas fotovoltaicas para captura de energia solar em Extremoz.

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