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Opinião
Pré-candidato à Prefeitura de Natal diz que governador de MG foi vítima de uma “cilada”
Fernando Pinto comentou também sobre as relações entre o partido Novo e Bolsonaro. Outro ponto citado pelo advogado foi com relação ao seu conhecimento sobre Natal, apesar de pernambucano
Redação
09/03/2020 | 12:49

Pré-candidato à Prefeitura de Natal, o advogado e empresário Fernando Pinto (Novo) defendeu o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), sobre a proposta de reajuste de 41,7% para servidores da segurança pública. De acordo com Fernando, Zema foi vítima de uma “cilada” no Governo.

“Zema sofreu uma cilada no Governo de Minas, pois as forças de segurança do estado vinham cerca de cinco anos sem recomposição salarial. Zema não deu reajuste. Desde que ele entrou no Governo já havia na mesa uma negociação, que já era debatida há cinco anos sobre essa recomposição. No final do ano, para evitar motins e greves, o governador teve que conceder esse reajuste de aproximadamente 42% aos militares”, explicou.

Segundo o advogado, a medida tomada por Romeu Zema foi algo necessário, devido ao tempo em atraso na recomposição salarial dos funcionários da segurança. Para Fernando Pinto, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que tomou a atitude incorreta de incluir outras 13 categorias no reajuste.

“Romeu Zema tomou uma decisão técnica. O impacto seria de R$ 9 bilhões nos próximos três anos. Faltava essa categoria, não tem como um cargo executivo administrar sem ter forças de segurança. Ele concedeu essa recomposição, não reajuste, de uma defasagem das forças militares. Isto foi para a assembleia e os abutres dela estenderam para todas as categorias. A partir daí, este reajuste colocava em risco todo o princípio de responsabilidade de Zema com Governo”, contou.

O governador de Minas Gerais terá até o dia 17 de março para decidir se irá vetar este reajuste ou enviá-lo novamente para a assembleia, sem a inclusão das outras categorias.

Conforme dito por Fernando Pinto, o veto pelo reajuste fará com que haja manifestações e conflitos em MG.

“O que desejam os deputados? Que Minas Gerais esteja um caos”, apontou.
Os motins são temidos por conta das manifestações que ocorreram no início do ano, no Ceará. Funcionários da segurança pública entraram em conflito, devido ao governo cearense não conseguir um acordo sobre a reestruturação da remuneração de policiais e bombeiros militares. Enquanto o aumento proposto em Minas ultrapassa os 40%, as cobranças feitas no Ceará são para acréscimo de 29%.

“Bolsonaristas no RN não vão apoiar partido financiado pela Lava Jato”

No tocante ao apoio do partido Novo, pelo qual Fernando Pinto representará nas eleições de Natal, ao presidente Jair Bolsonaro, o pré-candidato afirma que a sigla é a que mais aprovou pautas colocadas por Bolsonaro, devido ao direcionamento tomado pelo presidente em suas decisões.

“Novo aprovou 98% da pauta do Governo Bolsonaro. É um número muito maior que a aliança do Governo. Como as pautas do presidente não foram voltadas para a doutrinação. Tem sido apresentadas melhoras na segurança e na economia”, contou.

O advogado fez críticas ao Partido Social Liberal (PSL) e as ligações que fez, inclusive com o partido Solidariedade, que terá o deputado estadual Kelps Lima, como representante nas disputas à Prefeitura de Natal.

“Os bolsonaristas estão rompidos e fragmentados aqui. A velha política do RN conseguiu dissipar um movimento liberal que estava sendo concentrado no PSL. O bolsonarista não vai pro partido Solidariedade, que foi financiado por empresas envolvidas na Lava Jato. Minhas críticas são à incoerência que existe. Como o PSL, que é liberal, se une com Bolsonaro e depois vão para forças que não construíam nada”, explicou.

Pré-candidato diz que conhece Natal e violência e miséria na cidade motivaram candidatura

O pernambucano afirmou que apesar de não ser oriundo da capital potiguar conhece bem a cidade e sabe as necessidades dela. Segundo ele, todos os bairros de Natal são importantes para que sejam trabalhados. No entanto, o pré-candidato equivocou-se no número de bairros. A cidade tem 36.

“Natal tem 34 bairros que são importantes que sejam trabalhados. Quando estive em Natal pela primeira vez, tinha 17 anos. Estou há 11 anos e meio aqui”, disse.

Fernando afirma que foi através do esporte praticado por ele, o remo, que começou a perceber as principais fragilidades da cidade e o índice de violência também implicou bastante na sua decisão de concorrer ao cargo executivo.

“Rodei o RN inteiro, mas não foi de Tirol para Ponta Negra, nem tomando cerveja no Alecrim. Me assustei com Natal, em lugares que costumei remar. Eu vou bem longe pelo rio Potengi. 10% das pessoas por ali não votam. Essa miséria de Natal me incomodou muito. A violência também. Isso começou a me preocupar muito”, concluiu.

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