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Entrevista / Agora FM
Paulinho Freire diz que reabertura da economia em Natal já deve ser pensada
Presidente da Câmara Municipal de Natal, vereador Paulinho Freire (PSDB) afirmou que tomados os devidos cuidados, a reabertura já deve ser pensada para preservar empregos e a economia local
Redação
02/06/2020 | 10:56

O presidente da Câmara Municipal de Natal, vereador Paulinho Freire (PDT) afirmou que a reabertura da economia na capital já deve ser pensada para que não haja maiores danos ao mercado de empregos local.

Para o parlamentar, tomados os devidos cuidados para que não haja proliferação maior do coronavírus, seria uma forma de “enfrentar o problema” e tentar normalizar a situação.

“Temos que enfrentar o problema. Temos recebido várias ligações de empresários, que precisam trabalhar, caso contrário terão que demitir em massa. Isso é muito ruim para a economia local. Acho que com responsabilidade e calma, podemos voltar à normalidade. Normalizar totalmente ainda vai demorar, na minha opinião, uns dois a três meses”, contou, em entrevista na manhã desta terça-feira (2) à rádio Agora FM (97,9).

No tocante ao recuo do pedido de demissão do secretário de Saúde de Natal, George Antunes, o vereador acredita que o “estresse” momentâneo vivenciado pela pasta devido à pandemia do novo coronavírus, tenha influenciado na atitude. O conflito de interesses entre o prefeito Álvaro Dias (PSDB) e o titular da SMS, com relação à reabertura dos comércios teria sido a principal causa do pedido de demissão.

“Acredito que estamos vivendo um estresse muito grande. O secretário George, que o classifico como um dos grandes que já passaram em Natal, por toda a sua honestidade, caráter e dedicação, no momento passa por um estresse enorme e apresenta seu posicionamento por fechar e parar as coisas, mas o prefeito Álvaro Dias passa também por uma grande pressão, quanto a questão da manutenção dos empregos. Houve um pequeno desentendimento, que caracterizo como estresse. Foi acertado George continuar, por seu trabalho e dedicação. Natal ganhou com a permanência dele. No final o bom senso reinou.”, relatou.

George Antunes pediu demissão após dar uma polêmica entrevista para a Inter TV Cabugi, na manhã da segunda-feira (1º), na qual o secretário chegou a dizer que, se nada for feito para mudar o cenário de crise atual, em breve pessoas morrerão nas calçadas sem conseguir atendimento. Horas depois, anunciou que permaneceria no cargo.

Para o presidente da CMN, o lockdown já não convém mais na atual situação em que a pandemia se encontra. Conforme dito por Paulinho Freire, sua maior preocupação é com o mercado de trabalho, que sofre como o fechamento da economia, mas não pode-se deixar de lembrar de seguir as recomendações estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Atitudes, como o lockdown, deveriam ter sido tomadas no começo. Deveria ter radicalizado para depois começar a soltar. Pensando em primeiro lugar nas vidas, deveríamos começar, Acho que já está na hora de começar, com responsabilidade e calma, a pensar na retomada da economia. Pois estamos falando de pessoas, geração de empregos e renda. Quantas pessoas já não perderam o emprego. Isso depende também da contribuição da população. Tem que usar máscara e álcool em gel. Não pode ser como no Alecrim, quem tem pessoas andando sem máscaras, isso dificulta para o retorno”, concluiu.

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