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Opinião
“Não houve diálogo”, critica Maurício Gurgel sobre reforma da previdência de Natal
Vereador teceu críticas à reforma da previdência de Natal em entrevista à Agora FM (97,9), na manhã desta quarta-feira (20)
Redação
20/05/2020 | 11:33

O vereador Maurício Gurgel (PV) criticou a reforma da previdência de Natal. Em entrevista à Agora FM (97,9) na manhã desta quarta-feira (20), o parlamentar afirmou que faltou diálogo com as categorias e sindicatos atingidos pela reforma.

“Temos que aprovar até o dia 31 de julho, para que não tenhamos penalidades com o Governo Federal. Já fiz questionamentos sobre o projeto, pois não passou pelo conselho de administração do Instituto de Previdência Municipal (NatalPrev), nem teve discussão com as categorias e os sindicatos. Não houve um diálogo. Mas já estamos questionando”, explicou.

Na terça-feira (19), a Sessão Ordinária Virtual da Câmara Municipal de Natal recebeu o presidente do NatalPrev, Thiago Marreiros, que participou remotamente com os vereadores e prestou mais detalhes sobre o Projeto de Lei Complementar que trata da Reforma da Previdência Municipal.

Outro ponto alertado pelo vereador, que ele considera crucial para ser mudado na reforma, é com relação à alíquota estabelecida no atual texto apresentado. Maurício Gurgel afirmou que apoia a adoção da alíquota progressiva, em que sofre uma variação de acordo com a faixa salarial do servidor.

“Já me adiantei com relação a um dos principais pontos, que é a alíquota, pois ele prevê uma linear, aumentando para 14% a contribuição de todos os servidores públicos. Não concordo. Sou favorável a uma alíquota progressiva, que é de acordo com a faixa salarial de cada servidor. Já tivemos em outros estados, como São Paulo e Maranhão, as reformas aprovadas com a alíquota progressiva. Pois não é justo um servidor que está há seis anos sem reajuste, ter que pagar mais 3%. Defendemos uma progressão, que temos que dialogar”, relatou.

Para o parlamentar, a aprovação da previdência no momento é necessária não apenas para não sofrer penalidades junto ao Governo Federal, como também para suprir o déficit previdenciário que o município tem atualmente.

“A previdência de modo geral tem um déficit. A aprovação é importante para a diminuição deste déficit. Os servidores tem que estar na mesa de debates, pois são eles que sairão ‘prejudicados’. Precisamos de uma reforma que gere essa redução. O intuito do nosso mandato é corrigir injustiças nesse projeto. Não podemos deixar de aprovar a reforma até a data estabelecida. Os próximos 60 dias serão de fundamental importância”, concluiu.

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