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Expressividade
“MDB não volta a ser o que era antes”, afirma professor Luiz Eduardo Carneiro
Para o professor Luiz Eduardo, a decadência do MDB no campo público deve-se à perda de expressividade em ambientes estudantis
Júnior Lins
09/07/2019 | 12:37

O professor Luiz Eduardo Carneiro Costa, emedebista com larga atuação política e administrativa em Natal e no RN, afirmou que o MDB “não volta a ser o que era antes”. A declaração de Carneiro foi dada em análise de que o partido tem perdido sua influência no estado, especialmente em ambientes estudantis, onde, segundo ele, a força do MDB costumava ser grande.

Avaliando a reestruturação da sigla para as próximas campanhas, o professor não demonstrou muito otimismo, mas disse que tudo irá depender do atual mandato da governadora Fátima Bezerra (PT).

“Eu não digo que seja o fim de um ciclo, mas o MDB não volta a ser o que era antes. Na verdade, tudo vai depender do equilíbrio do governo da professora Fátima. O povo dá a você um condão, mas ele também cobra”, explicou em entrevista concedida ao programa Jornal Agora, da Rádio 97,9 FM. .

Diante do recente declínio eleitoral de nomes conhecidos na política do Rio Grande do Norte, o professor Luiz Eduardo Carneiro Costa, se disse preocupado com o prosseguimento do partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB) nas próximas eleições.

Para o professor Luiz Eduardo, a decadência do MDB no campo público deve-se à perda de expressividade em ambientes estudantis. Ele também culpa, em parte, a não aplicação da modernidade no processo de campanha dos candidatos. Carneiro citou o senador Styvenson Valentim (Podemos) como modelo neste quesito.

“Quando iniciei no MDB, o partido tinha a Universidade Federal como seu centro político, hoje já a perdeu. A militância que hoje tem o PT e PSOL nas universidades, era toda nossa. As redes sociais também não vêm sendo bem usadas. O senador Styvenson (Podemos), por exemplo, foi muito competente; usou a mídia com muita rapidez, atingindo um certo público. Faltou uma reflexão de uma análise da importância disto”, contou Luiz.

Luiz Eduardo criticou também a falta de expressividade no âmbito político do RN. Para ele, os novos nomes do senado, atrelados à ausência de Garibaldi Alves, com quem atuou junto no governo, fez com que o estado perdesse sua expressividade no cenário.

“A cada eleição o MDB está minguando. Nesta, Garibaldi foi candidato ao senado e perdeu para alguns candidatos inexpressivos. Na exceção de Geraldo Melo, os outros não têm expressividade política nem estatura para representar o RN. Estava conversando com um amigo meu, e ele me disse que nunca viu uma representatividade tão frágil como a do RN atualmente. Isso é uma preocupação”, relatou o professor.

Carneiro enfatizou a surpresa pela derrota de Garibaldi em Natal, contando o “espanto” também por parte do político. “Ele não esperava ser o quarto colocado em Natal. Enquanto Carlos Eduardo ganhou aqui, ele perdeu para todos, e era campeão de votos na cidade. Isso precisa de uma explicação técnica em termos de procedimentos eleitorais”, concluiu.

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