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Marcos do PSOL se diz vítima de “julgamento político” e injustiça em caso do “Mensalinho”

Vereador se sente inconformado e diz que o que aconteceu no processo considera "esdrúxulo"
Redação
19/11/2015 | 18:12

O vereador Marcos do PSOL avaliou nesta quinta-feira (19), em entrevista ao portal Agora RN, o resultado da votação em plenário do relatório que apurou o episódio conhecido como “Mensalinho”. Marcos se diz inconformado com o resultado e cobrou mais isenção da Comissão de Ética da Câmara e dos colegas vereadores.

“Primeiro eu estou inconformado. Eu acho que o que aconteceu nesse processo eu considero até esdrúxulo. Como é que um relatório categoricamente afirma que você é inocente, não tem um elemento de prova e lhe pune por uma tal de omissão e negligência?”, questiona o vereador. E acrescenta: “Fui fruto de um julgamento político”.

Marcos do psol pede arquivamento de processo do ‘mensalinho’

O episódio batizado de “Mensalinho” teve início a partir da denúncia de uma ex-funcionária do gabinete de Marcos Antônio, que gravou um vídeo em que o chefe de gabinete do vereador cobrava parte do salário da funcionária. Os vereadores rejeitaram a suspensão de 15 dias imposta a Marcos e estabeleceram apenas uma censura pública ao socialista, a pena mais branda possível entre as opções colocadas.

“Eu pensava que o julgamento não fosse ser um julgamento político, porque foi predominantemente um julgamento político, parece que tinha vontade deliberada da Casa que eu saísse com alguma punição”, disse Marcos.

O vereador reiterou ainda que não praticou qualquer irregularidade e que não se sente condenado diante do resultado. Sua expectativa era que o processo fosse arquivado, pelo fato de ele ter executado todos os procedimentos necessários para esclarecer o episódio.

Para Marcos Antônio, a Comissão de Ética e a maioria da Câmara Municipal estava mais preocupada em dar uma satisfação à sociedade de que havia punido uma provável irregularidade.

“Se fosse por uma questão de justiça a Casa teria unanimemente arquivado o processo. A gente esperava pelo que é justo, o que é correto. A Câmara não pode pegar alguém para Cristo para fazer de conta que está dando uma satisfação à sociedade e no caso de ontem os meus colegas podem ter tido uma boa intenção, mas creio que poderiam ter tido um senso mais justo”, considera.