O vereador Marcos do PSOL avaliou nesta quinta-feira (19), em entrevista ao portal Agora RN, o resultado da votação em plenário do relatório que apurou o episódio conhecido como “Mensalinho”. Marcos se diz inconformado com o resultado e cobrou mais isenção da Comissão de Ética da Câmara e dos colegas vereadores.
“Primeiro eu estou inconformado. Eu acho que o que aconteceu nesse processo eu considero até esdrúxulo. Como é que um relatório categoricamente afirma que você é inocente, não tem um elemento de prova e lhe pune por uma tal de omissão e negligência?”, questiona o vereador. E acrescenta: “Fui fruto de um julgamento político”.

O episódio batizado de “Mensalinho” teve início a partir da denúncia de uma ex-funcionária do gabinete de Marcos Antônio, que gravou um vídeo em que o chefe de gabinete do vereador cobrava parte do salário da funcionária. Os vereadores rejeitaram a suspensão de 15 dias imposta a Marcos e estabeleceram apenas uma censura pública ao socialista, a pena mais branda possível entre as opções colocadas.
“Eu pensava que o julgamento não fosse ser um julgamento político, porque foi predominantemente um julgamento político, parece que tinha vontade deliberada da Casa que eu saísse com alguma punição”, disse Marcos.
O vereador reiterou ainda que não praticou qualquer irregularidade e que não se sente condenado diante do resultado. Sua expectativa era que o processo fosse arquivado, pelo fato de ele ter executado todos os procedimentos necessários para esclarecer o episódio.
Para Marcos Antônio, a Comissão de Ética e a maioria da Câmara Municipal estava mais preocupada em dar uma satisfação à sociedade de que havia punido uma provável irregularidade.
“Se fosse por uma questão de justiça a Casa teria unanimemente arquivado o processo. A gente esperava pelo que é justo, o que é correto. A Câmara não pode pegar alguém para Cristo para fazer de conta que está dando uma satisfação à sociedade e no caso de ontem os meus colegas podem ter tido uma boa intenção, mas creio que poderiam ter tido um senso mais justo”, considera.