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Eleições 2018
Lula seria ouvido, mas quem assina lei é o presidente da República, diz Haddad
Candidato declarou esperar que Lula seja absolvido e que o Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas deverá julgar o mérito de seu processo
Estadão
17/09/2018 | 13:23

O candidato à Presidência pelo PT, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta segunda-feira, 17, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é seu “interlocutor permanente” e que será ouvido em um eventual governo. O presidenciável ponderou, no entanto, que quem assina leis e decretos é o presidente da República, ao ser perguntado se quem mandará em um eventual governo será Lula ou ele, escolhido como candidato após o ex-presidente ser barrado pela Justiça Eleitoral.

“Isso é a lei quem manda, o presidente da República é que assina a lei. Jamais dispensaria a experiência do presidente Lula”, disse Haddad, em sabatina promovida por Folha de S.Paulo, UOL e SBT na capital paulista.

Perguntado se daria indulto ao ex-presidente Lula, Haddad afirmou que o petista, condenado e preso em Curitiba, não troca sua “dignidade” por “liberdade”. O candidato declarou esperar que Lula seja absolvido e que o Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas deverá julgar o mérito de seu processo no primeiro semestre do ano que vem.

Aceno a Ciro

Na sabatina, Fernando Haddad acenou para o presidenciável Ciro Gomes (PDT), afirmando que o pedetista poderá se aliar aos petistas em um eventual segundo turno e até participar de um futuro governo. Além disso, Haddad admite negociar com o PSDB em um eventual segundo turno contra um “mal maior”, que seria enfrentar Jair Bolsonaro (PSL) na segunda etapa da disputa.

Haddad revelou ter sido convidado para ser vice de Ciro e acrescentou que o pedetista também poderia ter sido vice do PT na eleição. “Continuarei lutando para estarmos juntos. Será possível no segundo turno e mais ainda no governo”, disse o candidato do PT.

“Não saberia dizer em que condições o PSDB está disposto a apoiar uma candidato do PT contra o Bolsonaro”, afirmou o ex-prefeito de São Paulo, pontuando que há dois tipos de apoios: “para evitar um mal maior ou para pensar em uma agenda nacional”

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