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Segurança
General Girão afirma que apoiaria proposta para unificar polícias Civil e Militar
Deputado federal eleito pelo PSL afirma que é preciso “mudar a maneira de se fazer segurança pública” no País e que policiais devem ter garantia legal para trabalharem descaracterizados
Redação
14/11/2018 | 19:45

O deputado federal eleito Girão Monteiro (PSL) disse não ter oposição à proposta que unifica as polícias Civil e Militar, como forma de melhorar o combate à criminalidade. Em entrevista à 98 FM nesta segunda-feira, 12, o general da reserva do Exército comentou que a medida já foi adotada com sucesso em outros países e que pode ser implementada no Brasil, caso esse seja o entendimento do Congresso Nacional.

“Temos que mudar a maneira de se fazer segurança pública, a defesa da cidadania. Se, para isso, tivermos que criar uma polícia unificada, vamos caminhar para isso ou algo parecido, se conseguirmos chegar a esse consenso no Congresso Nacional”, destacou Girão, que já foi secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Norte.

O parlamentar eleito acrescentou que defende que policiais trabalhem descaracterizados, de modo que as investigações não sejam comprometidas. “O policial precisa chegar nos locais e não estar identificado como policial. Ele tem que agir de forma velada, sigilosa”, sugeriu o general.

Na entrevista, Girão Monteiro sustentou também propostas como a suavização das regras para a posse de armas de fogo em residências e estabelecimentos comerciais e uma espécie de “federalização” do combate ao crime, para que as políticas de segurança não fiquem a cargo apenas dos estados. “O bandido não respeita fronteira nem limite”, pontuou.

A Câmara dos Deputados analisa desde 2015, em uma comissão especial, propostas de unificação das polícias Civil e Militar. Em julho deste ano, o deputado Vinicius Carvalho (PRB/SP), relator do colegiado, apresentou o parecer final da comissão, que propõe a desmilitarização da PM e a criação de duas novas polícias: as polícias militares seriam transformadas em polícias estaduais; e as polícias civis, em polícias estaduais investigativas.

A polícia que substituiria a PM, a polícia estadual, iria continuar fazendo o policiamento nas ruas, como hoje, mas poderia investigar crimes mais simples. Já a substituta da Polícia Civil, a Polícia Estadual Investigativa, ficaria encarregada dos crimes mais complexos e não teria a função de fazer o policiamento fardado.

Hoje, essas duas polícias têm tarefas, organização e cultura completamente diferentes. A PM é responsável pelo policiamento fardado das ruas e não tem a atribuição de investigar.

Já a Polícia Civil não faz policiamento de rua, mas investiga os crimes para que o Ministério Público denuncie e a Justiça julgue.
Para o deputado Vinicius Carvalho, o sistema atual é ineficiente e precisa ser mudado. “Não tem como uma polícia começar um trabalho e a outra terminar. Aí está o índice de elucidação dos crimes que nós temos, em média de 8% no nosso país”, comenta.

O relatório final da comissão especial ainda não foi votado.

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