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Em Brasília
Felipe Maia lamenta atraso na Reta Tabajara: “bancada está sozinha nessa luta”
Coordenador da bancada potiguar no Congresso critica seguidos atrasos mesmo com a atenção que os congressistas potiguares têm dado ao assunto
Ciro Marques
25/05/2018 | 14:25

A bancada potiguar no Congresso Federal até que tem tentado resolver os problemas do Rio Grande do Norte, mas em um especificamente, a batalha tem sido indócil e seguida de recorrentes frustrações para os deputados, senadores e, claro, para o povo: a duplicação da Reta Tabajara. E o próprio coordenador da bancada potiguar, o deputado federal Felipe Maia, do DEM, confirma isso.

Sonho antigo de quem precisa se deslocar rotineiramente para o interior do Estado, seja a passeio ou para escoamento da produção, a duplicação da Reta Tabajara tem sido alvo de seguidos questionamentos do Tribunal de Contas da União e a obra principal de sua duplicação está parada há mais de um ano.

Diante disso e do anúncio de que serão necessários, pelo menos, mais 45 dias para a apresentação de uma tentativa de solução, o Agora RN buscou o deputado Felipe Maia, que externou sua preocupação e frustração com a falta de andamento da obra. Veja a entrevista com o parlamentar:

Agora RN: como o senhor avalia esse novo atraso na obra da Reta Tabajara?

Felipe Maia: Vejo com preocupação porque essa obra e fundamental para o escoamento. A entrada e a saída de todos, não só de carros de passeio, mas também de caminhões, carretas, de tudo.

Agora RN: por que está tão difícil essa retomada?

Felipe Maia: O que está atrasando e deixando a gente preocupado é que, inicialmente, o prazo era de 45 dias. Depois, o Dnit pediu mais 30 dias e esses 30 dias estão se encerrando agora no final do mês. E soube ontem que o Dnit vai pedir mais um novo aprazamento, algo em torno de 45 dias. Então, vão pedir uma extensão do prazo até meados de julho.

Agora RN: A bancada tem acompanhado esse caso em Brasília?

Felipe Maia: O tratamento da bancada tem sido de acompanhar de perto essas exigências. Tentar buscar soluções para o problema. Inicialmente nós tivemos problema em um trecho específico, de 5 quilômetros e a gente conseguiu junto o conselheiro Vital do Rêgo que a obra fosse liberada em todos os aspectos, com exceção de um em que se é questionado os valores, e aí depois foi levantada esses cinco pontos.

Agora RN: Nada mais pode ser feito?

Felipe Maia: Contra uma decisão do TCU não há muito o que fazer. Ninguém pode fazer mágica. A bancada tem acompanhado de perto, dentre outras questões do RN, esta, mas a gente tem que cumprir as exigências através de outros, né? Não tem como a gente fugir do TCU e não tem como fugir de um trabalho feito pelo Dnit nacional. Então, a bancada, nesse ponto, fica de mãos atadas. O que a gente tem feito é que, sempre que encontra o ministro dos transportes, Walter Casimiro, que inclusive foi do Dnit, abordar esse assunto para ver se a gente consegue evoluir em alguma coisa.

Agora RN: Por que está sendo tão difícil essa solução?

Felipe Maia: As demandas são as mais diversas possíveis. E sou sincero em dizer que, nessa luta, a bancada está sozinha. São 11 valentes que a gente tem no estado, porque a gente não conta com ninguém. Quando o ministro vai com o presidente da República, é melhor, né? Mas a gente está aí remando, remando.

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