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Liturgia
Fabio Dantas participa de missa que celebra 300 anos da imagem de Aparecida
Celebração aconteceu neste domingo, na Catedral Metropolitana, e contou com a presença do arcebispo dom Jaime Vieira Rocha e dos bispos de Caicó e Mossoró
Redação
06/06/2016 | 08:43

O governador em exercício Fabio Dantas  participou na noite deste domingo (05) da Missa em celebração aos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira do Brasil. A celebração aconteceu na Catedral Metropolitana de Natal e contou com a presença do bispo Dom Jaime Vieira Rocha, dos bispos diocesanos de Caicó e Mossoró, arcebispos de Natal e padres do Clero Arquidiocesano.

Na missa foi apresentada as porções de terra coletadas no Rio Grande do Norte que serão utilizadas para confeccionar a coroa da imagem de Nossa Senhora Aparecida. A coleta foi feita em lugares onde aconteceram expressivas ocorrências religiosas como Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante e Cunhaú, em Canguaretama, onde ocorreram morticínios de fiéis católicos e na Pedra do Rosário, em Natal, onde também foi encontrada uma imagem de Nossa Senhora da Apresentação.

A missa foi transmitida ao vivo para todo o Brasil pela TV Aparecida. No ofertório, quando foram apresentados produtos da cultura agrícola, mineral e artesanal do Estado, Fábio Dantas, acompanhado da esposa, deputada estadual Cristiane Dantas, conduziu a bandeira do Rio Grande do Norte.

“Presenciamos um momento de fé e religiosidade do nosso povo. Estamos celebrando um momento histórico, os 300 anos do encontro da imagem da padroeira do Brasil, que incorpora a esperança, a fé, a devoção e a  crença do nosso povo”, afirmou Fábio Dantas.

Dom Jaime registrou que Nossa Senhora da Conceição “traz a esperança de bons tempos, a busca da justiça e da paz na clareza de Deus para que a humanidade se abra para um mundo novo”.

Ainda durante a missa, as porções de terra foram misturadas e adicionadas à água do Rio Potengi e acondicionada em uma ampola que será enviada para o Santuário de Aparecida, em São Paulo, onde será misturada a outras porções de terra de todo o Brasil. Essa mistura final será utilizada para confeccionar a coroa de Nossa Senhora Aparecida.

 

HISTÓRIA

Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (anterior a 1743) e no Arquivo da Companhia de Jesus, em Roma: a história registrada pelos padres José Alves Vilela, em 1743, e João de Morais e Aguiar, em 1757.

Segundo os relatos, a aparição da imagem ocorreu na segunda quinzena de outubro de 1717, quando Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos, conde de Assumar e governante da capitania de São Paulo e Minas de Ouro, estava de passagem pela cidade de Guaratinguetá, no vale do Rio Paraíba, durante uma viagem até Vila Rica.

O povo de Guaratinguetá decidiu fazer uma festa em homenagem à presença de Dom Pedro de Almeida e, apesar de não ser temporada de pesca, os pescadores lançaram seus barcos no Rio Paraíba com a intenção de oferecerem peixes ao conde. Os pescadores rezaram para a Virgem Maria e pediram a ajuda de Deus. Após tentativas infrutíferas, desceram o curso do rio até chegarem ao Porto Itaguaçu. Eles já estavam a desistir da pescaria quando jogaram novamente a rede e, em vez de peixes, apanharam o corpo de uma imagem da Virgem Maria, sem a cabeça. Ao lançar a rede novamente, apanharam a cabeça da imagem.  Após terem recuperado as duas partes da imagem, a figura da Virgem Aparecida teria ficado tão pesada que eles não conseguiram mais movê-la. A partir daquele momento, os  pescadores apanharam tantos peixes que se viram forçados a retornar ao porto, uma vez que o volume da pesca ameaçava afundar as embarcações. Esta foi a primeira intercessão atribuída à santa.

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