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Eleições 2018
“Eleição está longe de ser um processo democrático”, afirma Laílson
Professor da rede federal de ensino, candidato a senador pelo PSOL defende reforma política para corrigir distorções na disputa eleitoral
Redação
18/09/2018 | 08:07

Candidato do PSOL ao Senado, o professor da rede federal de ensino Laílson de Almeida critica os adversários Garibaldi Alves Filho (MDB) e Zenaide Maia (PHS) por serem integrantes da “política tradicional”.

Quando ao processo eleitoral no País, Laílson classifica como “extremamente desigual”. De acordo com o socialista – que disputa o cargo de senador pela segunda vez –, as atuais regras eleitorais favorecem integrantes de grupos políticos tradicionais.

Uma das críticas do candidato do PSOL é à destinação de recursos públicos para as campanhas. “Os grandes partidos serão os principais beneficiários. Eles vão receber o grosso dos recursos, algo em torno de R$ 2,7 bilhões”, aponta Laílson de Almeida.

O professor prega uma reforma política para corrigir essa e outras distorções, como a distribuição do tempo na propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Assim como a divisão de recursos públicos, a distribuição de tempo acontece de acordo com o tamanho da bancada dos partidos no Congresso Nacional. O PSOL – que tem como candidatos a senador Laílson de Almeida e Telma Gurgel – dispõe de apenas 9 segundos.

“É uma campanha extremamente desigual. O processo está longe de ser de fato democrático”, acrescenta.
Nesta entrevista ao Agora RN, o professor fala ainda sobre reforma agrária, combate à corrupção e analisa os adversários. Confira alguns pontos da entrevista:

CENÁRIO POLÍTICO
“Estamos vivendo um cenário de aprofundamento das crises econômica e social. Esse governo de Michel Temer representa retrocesso e perda de direitos sociais. Nossa campanha está centrada numa postura crítica e de proposição de mudança”.

REFORMA TRABALHISTA
“Não foi discutida com o conjunto dos trabalhadores e retirou direitos fundamentais. Deixou os trabalhadores numa situação muito vulnerável. As alterações não modernizaram; pelo contrário, precarizaram as relações, tornando o trabalhador refém da estrutura”.
PREVIDÊNCIA
“Não existe déficit. O sistema brasileiro é o de seguridade social, que é formado por um tripé: aposentadoria, assistência social e assistência em saúde. A arrecadação é variada, não é formada apenas pelas contribuições do trabalhador e do empregador. O que é arrecadado, de um modo geral, para a seguridade social cobre tranquilamente o que é utilizado para gasto com os três setores”.

REFORMA AGRÁRIA
“O Brasil tem a estrutura fundiária mais atrasada do mundo. Apenas 3,5% dos proprietários detêm 56% das áreas cultiváveis. Ou seja, o que domina o Brasil são as grandes propriedades. Aqueles que são proprietários de roçados e minifúndios têm apoio muito reduzido do Estado. Temos o Estado subsidiando a grande propriedade, o agronegócio, que volta a atividade para exportação”.

ADVERSÁRIOS
“O eleitor tem que ter a clareza: de que lado o candidato está? Há os políticos tradicionais, que são sempre financiados pelos grupos econômicos. São candidatos que, no exercício do mandato, vão responder a partir desses interesses. E nós temos os candidatos que estão vinculados a movimentos populares, às questões sociais, que é o meu caso”.

ZENAIDE E GARIBALDI
Garibaldi é uma figura tradicional, e Zenaide não foge disso.

CAPITÃO STYVENSON VALENTIM
“É um nome novo, com posição de destaque. Mas a grande questão é: qual é a sua postura programática? Qual é a sua ideologia? O que ele defende? É muito pouco dizer ao eleitor que é uma novidade e que, no exercício de uma atividade policial, foi intransigente. A questão central não é essa. São os projetos”.

COMBATE À CORRUPÇÃO
“Quando é detectada uma prática de corrupção, naturalmente é aberto um procedimento penal. Esse processo corre pela Justiça e, às vezes, dura mais de vinte anos para haver trânsito em julgado. Nesse período, os políticos continuam exercendo função pública. Eu proponho que seja criado um procedimento administrativo para haver a chamada ‘inabilitação administrativa’. Paralelamente ao processo penal, haveria um processo administrativo”.

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