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Opinião
Editorial: Indignação é pouco
Redação
22/01/2020 | 00:05

A pane de serviços do governo federal, que se repetem proporções diferentes mas igualmente danosas, nos estados e municípios, é o retrato mais fiel e trágico do momento brasileiro.

A pane nos serviços de concessão de aposentadorias e benefícios do INSS, que tanto desconforto e angústia leva aos mais necessitados, é um reflexo desse “crime” anunciado contra a população.

Há pelo menos seis meses, como revela o jornal O Globo, a Previdência já havia detectado uma quantidade mínima adicional de 13,5 mil servidores para atender aos novos pedidos por benefícios e zerar o estoque de processos existentes até então, algo ao redor de 1,4 milhão.

Já havia essa informação em documentos oficiais do órgão e a pergunta é por que não se correu para interferir no problema?

Um governo que apoia mudanças e reformas na proporção deste deve observar todos os efeitos colaterais no radar ao invés despender tempo inútil com pautas ideológicas e conversas fiadas nas redes sociais do presidente da República.

Informa O Globo, para o nosso rubor, que há um documento oficial tratando da necessidade desses mais de 13,5 mil servidores para dar conta das demandas às vésperas e depois da reforma da Previdência. Ou seja, estamos falando do pretérito e não do presente.

Agora que se fala na contratação de militares da reserva para ajudar – medida contestada por áreas do Ministério Público – é que o governo acordou para a obviedade das consequências.

E como elas – as consequências – vêm sempre depois, estamos aí a presenciar o sofrimento de milhares de famílias dependentes da desorganização do poder central, que serve muito bem às minorias dos servidores públicos, mas trata mal a maioria, incluída aí a população em geral.

Não há desculpa técnica que se sobreponha à realidade dessas pessoas, exceto àquelas de má fé que fraudam a Previdência, mas com toda certeza são a minoria.

Enquanto isso, o País vê, ruborizado e incomodado, o festival de benefícios imorais dados à certas categorias do Estado e suas filhas que jamais se casam.

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