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Opinião
Editorial: Bolsonaro reage
Redação
23/01/2020 | 00:31

Mesmo falando aos borbotões e tocando em temas polêmicos e desnecessários, o presidente Jair Bolsonaro finalmente registrou um crescimento de popularidade de seu governo na pesquisa que a Confederação Nacional do Transporte (CNT) encomendou ao Instituto MDA.

Nela, a avaliação presidencial subiu de 29,4% para 34,5% entre agosto do ano passado e janeiro deste ano, sendo de 5,1 pontos entre pessoas que consideram o governo como ótimo ou bom.

Já entre aqueles que consideravam a gestão entre ruim e péssima, a reprovação de Bolsonaro caiu de 39,5% para 31% num período de cinco meses, enquanto os outros 32,1% avaliaram o governo como regular, o que não é ruim.

A pesquisa também identificou o combate à corrupção, a economia e a segurança pública como áreas fortes do governo, nessa ordem. E, assim, permanecem figuras relevantes para a parte da população os ministros Sérgio Moro e Paulo Guedes, nessa ordem.

Poder-se-ia dizer que é somente uma pesquisa entre outras, cuja forma de abordagem pode ter produzido algum nível de discrepância metodológica. Mas ela não deixa de revelar algum tipo de reação positiva ou assimilação ao governo, a despeito das condições atuais de fragilidade da economia e suas consequências econômicas e sociais.

Até que uma nova pesquisa exiba um outro cenário, é bom prestar muita atenção a essa recuperação de Bolsonaro, uma vez que tudo indicava um belo de um precipício pela frente.

Estariam alguns dissidentes voltando para o barco do governo diante de uma inevitável reorganização das oposições mais à esquerda ao governo?
Seria a população começando a entender os fundamentos liberais da agenda do ministro Paulo Guedes, que definitivamente nada tem a ver com Sérgio Moro, que, por sua vez, nada tem a ver com Bolsonaro?

Até que se prove o contrário, a reação de Bolsonaro mostra, mesmo superficialmente, um nível de recomposição do bolsonarismo no tecido popular.

Se é um fenômeno de uma pesquisa só, ou se há uma tendência por trás dela, é preciso esperar para entender.

Seja como for, faltando ainda mais de dois anos para a sucessão presidencial, Bolsonaro (sem partido) aparece na mesma pesquisa com 29,1% das intenções de voto, enquanto o ex-presidente Lula (PT) tem 17%.

Ciro Gomes (PDT) aparece na pesquisa com 3,5%, enquanto Sérgio Moro tem 2,4% das intenções para 2022, ganhando de Fernando Haddad (PT), com 2,3%.

É a vida que segue.

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