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Corrupção
Defesa de Henrique Alves minimiza decisão da JFRN que aceitou denúncia contra o ex-ministro
De acordo com Esequias Pegado, advogado de Henrique, tudo não passa de trâmites normais do processo. “Isso não quer dizer nada”, alegou
Por Redação
01/07/2017 | 19:33

A defesa de Henrique Eduardo Alves minimizou a decisão da Justiça Federal do Rio Grande do Norte que aceitou, na manhã deste sábado (1) denúncia protocolada pelo Mistério Público Federal contra o ex-ministro e mais três envolvidos no processo que investiga escândalos de corrupção.

De acordo com Esequias Pegado, advogado de Henrique, tudo não passa de trâmites normais do processo. “Isso não quer dizer nada”, alegou ele.

Henrique foi preso no dia 6 de junho em função da operação Manus, deflagrada para apurar atos de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro envolvendo a construção da Arena das Dunas, em Natal. O sobrepreço identificado chega a R$ 77 milhões.

A investigação realizada se iniciou após a análise das provas coletadas em várias das etapas da Operação Lava Jato que apontavam solicitação e o efetivo recebimento de vantagens indevidas por dois ex-parlamentares cujas atuações políticas favoreceriam duas grandes construtoras envolvidas na construção do estádio.

A partir das delações premiadas em inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal, e por meio de afastamento de sigilos fiscal, bancário e telefônico dos envolvidos, foram identificados diversos valores recebidos como doação eleitoral oficial, entre os anos de 2012 e 2014, que na verdade consistiram em pagamento de propina. Identificou-se também que os valores supostamente doados para a campanha eleitoral em 2014 de um dos investigados foram desviados em benefício pessoal.

Audiência

Na tarde dessa sexta-feira (30), Henrique compareceu ao prédio da Justiça Federal do RN na tarde dessa sexta-feira (30) para acompanhar uma audiência de instrução.

De acordo com Esequias Pegado, advogado de Henrique, na audiência foram colhidos depoimentos de testemunhas no mesmo processo que responde o ex-ministro.

“Essas testemunhas não relacionadas a Henrique, mas mesmo assim ele quis comparecer, pois quer acompanhar todo o andamento do processo”, explicou o advogado.

Da sede da Justiça Federal, o ex-ministro foi reconduzido ao prédio da Academia de Polícia Militar, onde encontra-se sob custódia.

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