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Isolamento rígido
Decreto estadual é “nocaute” para potiguares, diz Fernando Pinto
Pré-candidato à Prefeitura de Natal, advogado e empresário Fernando Pinto (Novo) criticou ações adotadas pelo governo para o enfrentamento da Covid-19 e classificou o último decreto estadual como 'soviético'
Redação
10/06/2020 | 16:05

Pré-candidato a prefeito de Natal (Partido Novo), o advogado e empresário Fernando Pinto criticou o decreto estadual que enrijece as medidas de isolamento social para enfrentamento ao coronavírus no Rio Grande do Norte.

Em entrevista ao Agora RN nesta quarta-feira (10), Fernando afirmou que a política de isolamento social rígido é um “nocaute” para os potiguares. “É a queda e a derrota. Isso mostra a incompetência da governadora [Fátima Bezerra] e a fraqueza do prefeito [Álvaro Dias]”.

O advogado também acredita que a ação é cheia de autoritarismo por parte da gestão pública, além de ser um decreto “soviético”. “O decreto define que o retorno gradual da economia só vai acontecer quando a transmissibilidade do vírus for reduzida e quando a ocupação dos leitos públicos de UTI estiver em 70%. Se você parar para analisar, verá que o decreto será descumprido por completo ou condenará Natal a permanecer no chão, em nocaute”, disse.

De acordo com Fernando, a ocupação dos leitos públicos no estado já era alta antes mesmo da pandemia da Covid-19. “Basta olhar no site do Ministério da Saúde e observar que a nossa menor ocupação de UTI em 2019 foi de quase 81% no mês de junho. Nos demais meses, tivemos um número bem maior, inclusive com uma extrapolação em janeiro do ano passado, quando 109% dos leitos de UTI estavam ocupados”, indicou.

Para o pré-candidato, o decreto castiga economicamente o setor de serviços. “Natal representa em torno de 35% do PIB do Rio Grande do Norte. Aproximadamente 65% do PIB da capital potiguar é alimentado pelo setor de serviços, que foi condenado a parar por completo”, reforçou.

Decreto estadual

O decreto que enrijece as medidas de isolamento social no estado foi publicado no último dia 4 e recomenda a abordagem e controle de circulação de carros particulares, a permanência domiciliar de pessoas em grupo de risco e o fechamento das orlas urbanas.

O documento apresenta também um cronograma para retomada gradual das atividades econômicas a partir do dia 17 de junho. Para tanto, é necessário a desaceleração da taxa de transmissibilidade da Covid-19 de maneira sustentada e a ocupação dos leitos públicos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) seja inferior a 70%.

Caso os critérios sejam atingidos, devem ser inicialmente liberadas as atividades que tenham maior capacidade de controle de protocolos, que gerem pouca aglomeração e que se encontram economicamente em situação mais crítica.

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