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Pauta
CMN vai intermediar audiência com Fátima por redução de preço do GNV
Diretora Financeira da Potigás, Eliana Bandeira, apresentou dados sobre a formação dos preços, destacando que o preço da Potigás é regulado, por se tratar de uma concessionária, estando na média da região
Redação
05/04/2019 | 15:21

Motoristas e parlamentares irão buscar uma audiência com o Governo do Estado para discutir a questão do preço do GNV (Gás Natural Veicular). Esse é um dos encaminhamentos da audiência Pública, proposta pelo vereador Dickson Júnior (PSDB), que discutiu o assunto nesta sexta-feira, 5, com órgãos e entidades ligadas ao setor. No debate, motoristas reclamaram da política de preços do combustível. Empresários deram suas justificativas, assim como a Potigás, que explanou como os preços são formados.

“Muitas das demandas apresentadas dependem de medidas em nível estadual para que desta audiência surjam encaminhamentos práticos para que o preço se torne mais justo. Vamos pleitear então uma audiência com a governadora com representantes dessa audiência”, declarou o Dickson Júnior.

Motoristas de aplicativos integrantes do “Movimento GNV Preço Justo” e taxistas compararam o preço com o que é praticado em outros estados. “Se Pernambuco teve condições do preço ser um real a menos que aqui, é porque o Estado fez o seu papel e investiu no seu produto. Cabe ao nosso Estado fazer o mesmo”, pontuou o presidente da Cooperativa de Táxis (CoopTaxi-Natal), Genário Torres. “Podemos crescer como os outros estados que oferecem incentivos. Os motoristas estão pagando para trabalhar, fazendo investimentos para converter o carro e depois não ter mais vantagem”, completa o presidente da Cooperativa de Motoristas por Aplicativos (Coopap), Anízio Barbosa.

A Diretora Financeira da Potigás, Eliana Bandeira, apresentou dados sobre a formação dos preços, destacando que o preço da Potigás é regulado, por se tratar de uma concessionária, estando na média da região. Ela ressaltou que o preço final depende da concorrência do mercado. “O GNV no RN continua sendo competitivo e a economia em relação a gasolina é de 35%. Estamos buscando ampliar a competitividade, melhorando o processo de aquisição com novos fornecedores, já que essa aquisição responde por 54% do preço da tarifa. Uma saída é aproveitar o potencial de gás natural. Outra é aumentar o consumo”, sugere a diretora.

Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Derivados de Petróleo (Sindipostos RN), Antonio Sales, os impostos pesam ainda mais no preço final do GNV. “Passa pela questão tributária que é muito pesada para a formação do preço dos combustíveis, além da questão internacional que determina a política de preço do petróleo”, disse. O assunto também deve ser levado à Assembleia Legislativa do estado através do deputado Coronel Azevedo (PSL), que compareceu à audiência. 


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